Prefeito diz que Hospital de Campanha da prefeitura está sendo usado para “caça de votos” na propaganda eleitoral (ver vídeo)

O prefeito Arthur Neto (PSDB), postou em suas redes sociais, um vídeo onde faz duras críticas ao uso do Hospital de Campanha municipal na propaganda eleitoral. “Importa-me o uso político de um momento tão dramático vivido por Manaus em função da pandemia”, diz o prefeito.

Arthur nega que o Hospital de Campanha do município tenha sido um projeto de uma só pessoa ou filantropia de um grupo empresarial, como tem dado a entender a propaganda eleitoral de um dos candidatos. “O Hospital de Campanha foi de grande valia na fase mais aguda da pandemia e resultou da parceria coordenada pela prefeitura que incluiu os grupos Samel e Transire, além de contribuintes pessoas jurídicas e físicas (…) Nunca neguei a colaboração da Samel e sempre serei grato a todos que contribuíram para o êxito do projeto”, explica o prefeito.

Mas, ao mesmo tempo em que destaca a parceria para que fosse possível a existência do Hospital de Campanha, o prefeito reclama da “tentativa de apropriação” do projeto. “Magoa-me a tentativa de apropriação de um projeto coletivo que nunca existiria sem o aval da prefeitura”, argumenta Arthur, dando exemplos de projetos de prefeitos anteriores reformados por ele, mas que nem por isso ele se apossou dessas realizações.

“Ampliei a maternidade Moura Tapajós, criada pelo Serafim, o Bolsa Universidade veio do Amazonino e eu mantive, acrescentando ainda as bolsas pós-graduação e idiomas. O Parque do Idoso que reformei foi do Alfredo, nunca me apropriei de méritos alheios”, reclama o prefeito.

Arthur vê premeditação nas atitudes do candidato Ricardo Nicolau que tem focado sua propaganda eleitoral na participação do grupo Samel no projeto do Hospital de Campanha. “Hoje vejo que Nicolau já pensava em eleição desde aquela época. Eis porque, sem ser médico, ele frequentava a UTI, filmando essas visitas, hoje usadas em sua propaganda eleitoral”, critica.

“É triste a caça de votos em cima da desgraça que a pandemia gerou”, dispara Arthur.