Prefeitura de Coari será investigada por omissão após não pagar aluguel e luz de conselho tutelar

Foto: Bernardo Reis

A prefeitura de Coari será investigada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) por omissão após conselheiros tutelares apontarem que estão sem sede própria em razão de dívidas de energia e aluguel que não são pagas. Eles também apontam não conseguir dialogar com a gestão do município, atualmente sob o comando de Dulce Menezes, conhecida como “irmã Dulce” (MDB). 

A decisão, assinada no dia 7 deste mês pelo promotor Thiago de Melo Roberto Freire, ressalta que o “conselho Tutelar possui atuação extremamente relevantes relacionadas à garantia dos direitos das crianças e adolescentes”.

Os trabalhadores do Conselho Tutelar de Coari/AM – Zona 1, denunciam, conforme o aponta o documento, que o pagamento da energia elétrica do prédio onde funcionava o órgão está atrasado há um ano, que o automóvel utilizado pelos conselheiros tutelares da carece de manutenção e que não possuem materiais de expediente suficientes para a efetivo atendimento às crianças e adolescentes.

Atualmente os trabalhadores estão sem sede própria porque tiveram que desocupar o imóvel após a prefeitura de Coari não pagar o aluguel dos meses de janeiro a abril de 2021.

O problema relacionado a aluguel do conselho tutelar acontece porque a sede oficial da instituição passa por uma reforma há anos.

“O conselho tutelar de Coari– Zona 1 possui prédio próprio, mas que está desocupado há 3 (três) anos, sob a alegação de uma suposta reforma que nunca foi iniciada”, aponta o documento.

Segundo os conselheiros, eles tentaram, por diversas vezes, marcar reunião com o ex-prefeito Adail José Figueiredo Pinheiro e com a prefeita interina Maria Dulcirene da Cruz Menezes, mas não conseguiram estabelecer nenhum diálogo efetivo.

Confira o inquérito civil na íntegra