Prefeitura de Silves (AM) proíbe comercialização de peixes após casos de ‘doença da urina preta’

Tambaqui e Pacu estão entre as espécies proibidas

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Contrariando recomendações feitas por especialistas, a prefeitura de Silves, sob a gestão do prefeito Paulino Grana (PSDB) determinou a proibição da comercialização de peixes no município, medida essa que pode afetar financeiramente os pescadores da cidade em plena pandemia. A determinação acontece após registro de quatro casos de Rabdomiólise, conhecida popularmente como doença da urina preta, no município.

A proibição foi divulgada através das redes sociais da prefeitura, e impede a compra e venda das seguintes espécies: Tambaqui, Pirapitinga e Pacu. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Silves, através dos departamentos de vigilância sanitária e saúde, está realizando fiscalizações para orientar a população sobre a proibição.

O Radar Amazônico entrou em contato com a Prefeitura de Silves, para saber qual fundamento usado para proibir o comérico de peixes da cidade, e o que está sendo feito para amparar financeiramente os pescadores e comerciantes atingidos, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

A determinação contraria a recomendação feita pelo infectologista Antonio Magela, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), que afirmou na última segunda-feira (30) não haver indicação para a suspensão do consumo de peixes no Estado do Amazonas, por causa dos casos de rabdomiólise em investigação.

O Importante é entender que se formos comparar o nível de consumo de peixe com o número de casos, a gente vê que é uma relação mínima, porém, não menos preocupante. Qualquer situação que coloque em risco a saúde das pessoas deve ser avaliada com cuidado, as pessoas devem ser tratadas da maneira mais adequada possível e temos que ter preocupação também com o aspecto econômico e nutricional”, declarou o infectologista.