Prefeitura praticamente extingue transporte alternativo e executivo, deixando população refém do transporte convencional

transporte alternativo

Obrigando a população a utilizar os ônibus das linhas convencionais de transporte de passageiros, muitos em péssimas condições de uso e, paralelamente, aumentando o lucro dos empresários de transporte coletivo de Manaus, a Prefeitura enviou para a Câmara Municipal de Manaus projeto de Lei n° 350/2013 onde está prevista a redução do número de ônibus alternativos de 260 para 100, ou seja, permanecendo apenas 38% da frota, e no caso dos ônibus executivos a frota fica ainda menor, apenas 30%, com a redução de 260 para 80 veículos. Com isso, muitas linhas de ônibus, atualmente, atendidas pelos veículos executivos e alternativos passam a fazer parte das rotas do deficitário e mau prestador de serviço sistema de transporte coletivo de Manaus, do qual a população vai ficar refém já, que não terá outra opção de mobilidade. E tem mais, no parágrafo 5°, do artigo 56, do projeto de Lei diz, no caso dos ônibus alternativos, “a SMTU poderá adotar o regime de operação em dias alternados para essa modalidade”. Ou seja, terá dias que a população não terá os alternativos em circulação.

Desta forma, a Prefeitura de Manaus satisfaz os empresários do transporte coletivo convencional que sempre reclamaram do que eles denominam de “intromissão indevida” dos responsáveis por outros tipos de transporte de passageiros – executivos, alternativos, táxis e até mototáxis – numa área (transporte coletivo) que tratam como se fosse monopólio deles. É lógico, que eles (empresários de ônibus) não dizem nem sob tortura, que o x da questão está no lucro. Quanto mais a prefeitura reduzir as alternativas de transporte para a população se deslocar, mais todos os cidadãos serão obrigados (mesmo que seja uma tortura) a utilizarem os ônibus convencionais – sujos, velhos, demorados, superlotados  e que quebram no meio da viagem. Fica a encargo dos vereadores de Manaus apreciar e votar o projeto do Executivo, e responder o seguinte questionamento: “Afinal, em Manaus, o que é prioridade, o que a população deseja, ou o que os empresários querem?” (Any Margareth).