Prefeitura “ressuscita” Expressso de Alfredo e e gasta R$ 1,2 milhão com paradas que serão destruídas

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Não é brincadeira de mau gosto, não é pegadinha, e nem o pessoal aqui do Radar “pirou do cabeção” – apesar de certas notícias serem de enlouquecer até alguém com o equilíbrio mental e espiritual de monge tibetano. A prefeitura de Manaus contratou a empresa Red Engenharia Ltda e está pagando o valor de R$ 1.242.852,25 para reconstruir 13 paradas do antigo sistema Expresso de transporte coletivo – aqueles mondrongos altos em que você tem que ter cuidado pra não despencar lá de cima, nem ficar imprensado entre o ônibus e a plataforma e que, em dia de temporal, o vento faz você pegar chuva de frente, de lado, e até na traseira. Estes abrigos (que não abrigam ninguém) foram pagos com um empréstimo que custou R$ 12 milhões aos cofres públicos na gestão do criador do Expresso Alfredo Nascimento (valor indicado pelo próprio ex-prefeito e hoje senador), e mais R$ 25 milhões que seu sucessor, o ex-prefeito Serafim Corrêa diz ter pago, e que Amazonino deixou cair aos pedaços, e que agora serão reformados por Artur Neto.

A Prefeitura de Manaus, através de sua Secretaria de Infraestrutura (ler vice-prefeito/secretário Hissa Abrahão) tornou público através da imprensa local que a reforma das paradas faz parte da implantação do Bus Rapid Service (BRS), com seus corredores exclusivos para ônibus, igualzinho aos que existiam no Expresso, e que deixavam o trânsito um inferno, com ônibus do Expresso parando de um lado, nas paradas suspensas, e ônibus convencionais parando do outro, nas paradas convencionais, os carros imprensados no meio das duas vias de coletivos, ou presos atrás de ônibus que se moviam lentamente, e o trânsito todo engarrafado. Ou seja, o tal do Bus Rapid Service (BRS), que em português significa Serviço Rápido de ônibus – e que de rápido não tem nada –   nada mais é do que o Expresso, com um nome em inglês, pra ver se engana besta – algo que não existe nem no Radar, nem entre nossos leitores. E quem está à frente do BRS, quem, quem? Advinha? O mesmo gênio da engenharia de tráfego dos tempos de Alfredo Nascimento, hoje superintende municipal de Transportes Urbanos de Artur Neto, Pedro Carvalho que ainda apontou gastos de mais R$ 7,1 milhão com o BRS.

Ele esclareceu ainda que essa “é apenas uma solução provisória”. Pedro Carvalho anda defendendo com unhas e dentes, atualmente, a implantação de um tal de VLP (Veículo Leve sobre Pneus), que a gente tem certeza vai se pesado apenas no bolso dos contribuintes – a gente tá doidinho pra saber quem vai ganhar com isso. E o coordenador da Unidade Gestora do projeto da Copa no âmbito do município (a gente quase fica sem ar pra pronunciar um nomão desses, não é mesmo?), Bernardo Monteiro de Paula, reafirma a “solução provisória” de Pedro carvalho, confessando (ao jornalista André Alves de A Crítica) “que as plataformas que serão reformadas estão no mesmo traçado do Monotrilho e serão inutilizadas após a construção do metrô. “Por isso faremos apenas uma reforma (ao custo de R$ 1,2 milhão). Não podemos deixar por quatro anos as paradas daquela forma. Aquilo deixa a cidade feia”. Não tem problema, gente, nós estamos aqui mesmo pra servir de cobaia com as experiências no transporte feitas por esse pessoal e pra pagar a conta ao final. (Any Margareth)