Presidente da Amazonastur é exonerado pelo governador. Adivinha pra onde ele foi?

 

O presidente da Amazonastur, Orsine Rufino de Oliveira Júnior – aquele que o tio ganhou R$ 2,8 milhões por aluguel de barcos pro Governo e a filha ganhou cargo do Governo em Brasília – foi exonerado pelo governador no dia 31 de julho (ver exoneração no final da matéria). Segundo fonte confiável do próprio governo, Orsine Oliveira deixou o cargo para poder se dedicar à campanha eleitoral de Amazonino, onde será o chefe da Logística – mas há quem diga que seu poder de mando vai muito além da logística, já que ele próprio se auto-intitula estrategista eleitoral.

Mas, desde governos e campanhas eleitorais passadas que Orsine Oliveira assume esse posto. Uma das principais estratégias que fazem parte do seu currículo eleitoral, foi colocada em prática na campanha à reeleição do então governador José Melo, depois cassado por crime eleitoral e preso por corrupção. Por causa dessa estratégia, Orsine Rufino de Oliveira Junior foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em 2015, por divulgar falsa pesquisa eleitoral em benefício do ex-governador José Melo, nas eleições em 2014.

Pasmem! Ele utilizou o número de uma pesquisa oficial, registrada no TRE-AM, para divulgar uma pesquisa falsa, no site Jornal da Ilha, com o título “ Melo: 37,7% – Braga: 37,2%, na última pesquisa ACTIVA”. A tal pesquisa falsa, segundo o TRE (veja a decisão do Tribunal no final da matéria), foi publicada em uma terça feira, no dia 23/09/2014, às 19:09:41.

Notificado pela Justiça Eleitoral para prestar esclarecimentos, Orsine negou que tenha sido o autor da dita pesquisa falsa, mas o dono do Jornal da Ilha, Carlos Alberto Frazão Ribeiro, disse que recebeu os dados de Orsine e que apenas publicou sem confirmar o registro no TRE-AM.

Eles foram multados em, no mínimo, R$ 53,2 mil e o processo ainda foi encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral para avaliação da responsabilização criminal pela divulgação dos dados.

O ex-presidente da Amazonastur recorreu da decisão. Ele entrou com um recurso especial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – ver recurso no final da matéria – e está concluso para julgamento desde o dia 29 de setembro de 2016 no gabinete da ministra Rosa Weber.

Extrato de exoneração do presidente da Amazonastur

Acórdão 542/2015 do TRE-AM que condenou Orsine por falsa pesquisa eleitoral

Recurso ingressado no TSE à espera de julgamento