Presidente da Amazonastur não aparece em audiência na Justiça com o Radar e nem manda advogado

O presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), Orsine Oliveira, sobrinho de Iomar C. de Oliveira, que fechou contratos sem licitação e recebeu pagamentos de R$ 2,8 milhões até julho de 2018 para aluguel de embarcações ao Governo Amazonino Mendes (PDT), processou o Radar por ter divulgado as informações, mas não compareceu e nem mandou advogado à audiência de conciliação, nessa terça-feira (27), no Centro Judiciário de Solução de Conflitos, no Fórum Enoch Reis, no Aleixo.

Diante do não comparecimento do secretário à audiência de conciliação, a assessoria jurídica do Radar Amazônico pediu que seja arbitrada multa pela Justiça a Orsine Oliveira.

 A matéria foi publicada pelo Radar Amazônico, em julho, mas foi retirada do ar por força de uma decisão liminar concedida a Orsine Junior.

 Em nenhum momento Orsine nega as informações – que é sobrinho de Iomar C. de Oliveira e que seu tio fechou contratos milionários com o governo do qual ele faz parte – e apenas tenta impedir que o Radar Amazônico divulgue dados sobre contratos e pagamentos que estão publicados no Portal da Transparência do Governo, ou seja, documentos públicos a que têm acesso qualquer cidadão. 

A empresa de mesmo nome do tio do secretário, Iomar C. de Oliveira, recebeu, até à época da apuração da matéria, R$ 2,8 milhões do Governo para alugar barcos ao Estado. Mas, para nossa surpresa, a empresa aparece no site da Receita Federal com atuação no ramo de artigos fotográficos e filmagens.