Presidente da CDC/Aleam vai a Tabatinga e verifica denúncia de comercialização de produtos impróprios vindos de outros paises

MARCOSROTTA290813-577x381Após receber denúncias sobre a entrada e a comercialização de produtos impróprios para o consumo no interior do Estado, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-Aleam), deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), se reuniu nesta quinta-feira (10) com a vereadora Aldenízia Cordovil (Neném) e os vereadores Hilau Hayssan, Josias Brito e Zilmar de Abreu, de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), na câmara do município. A meta é definir ações que evitem a permanência desses produtos na cidade amazonense, vindos principalmente da Colômbia e Peru.

O parlamentar lembra que Tabatinga vive uma situação de calamidade pública por conta da falta de fiscalização e controle de entrada desses alimentos. Rotta  ressalta que essa questão vem sendo denunciada desde o ano passado e já se tornou um problema de saúde pública.

“Essa já é uma causa antiga e um grave problema de saúde pública. Produtos como refrigerantes peruanos são comercializados em Tabatinga sem rótulo, ou qualquer tipo de informação sobre composição, características e prazo de validade. Outros alimentos também chegam à cidade sem fiscalização sanitária, o que é muito grave. E segundo relatos de vereadores daquele município, já existem muitos casos de crianças e idosos adoecendo por conta da precariedade dos itens consumidos”, comentou o parlamentar.

Na avaliação do deputado, essa discussão deve contar também com a participação da Receita Federal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsáveis pela fiscalização da entrada de produtos no Brasil.

“Por ser uma cidade fronteiriça, Tabatinga é abastecida, principalmente por  alimentos da Colômbia e do Peru. No entanto, esses produtos não atendem à legislação sanitária brasileira. Os itens, na maioria das vezes, entram na cidade pela rede de esgoto, que liga Tabatinga a Letícia (Colômbia). Mas isso tem de acabar. Precisamos de uma vigilância sanitária mais rigorosa em todo o interior do Estado. Neste momento, o foco é preservar a vida das pessoas”, afirmou o peemedebista.