Presidente da CDL afirma que 1,5 mil lojas fecharam e 30 mil pessoas ficaram desempregadas em Manaus durante a pandemia

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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/AM), Ralph Assayag, afirmou, nesta quarta-feira (27), durante reunião virtual na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que 1,5 mil lojas fecharam definitivamente e outras 29 mil fecharam as portas temporariamente por conta da pandemia no novo coronavírus, resultando em 30 mil demissões no comércio na capital do Amazonas.

“Esses dados são alarmantes, não temos condições de olhar para esses números e não começar a criar estratégias e planos de ação para evitar que mais empresários sejam prejudicados, porque isso prejudicaria consequentemente os trabalhadores que ficariam sem seu sustento”, disse Ralph Assayag, em texto divulgado pela Diretoria de Comunicação da CMM.

Segundo ele, as medidas de restrição de circulação de pessoas para evitar o contágio do vírus acarretaram em uma queda de 40% na arrecadação do comércio de Manaus. “Tivemos uma queda, saindo de R$ 591 milhões para R$ 390 milhões, é muito perda, e nossa preocupação é evitar uma queda mais brusca na arrecadação entre os meses de junho e julho, o que ocasionaria mais lojas fechadas e mais desemprego”, disse.

Para o presidente da CDL/AM, apesar das perdas, a abertura do comércio deve ser feita de forma gradual e por etapas.

“Eu estou lutando para minimizar a crise econômica e o desemprego, vou ficar feliz se um ou dois comércios abrirem, aí veremos como será o processo e como todos vão se comportar. É claro que vamos exigir todas as medidas de segurança, como uso obrigatório de máscaras, uso frequente do álcool em gel, quantidade de pessoas que vão entrar na loja, tudo isso terá que ser respeitado e vamos exigir isso para evitar um novo pico da doença”, afirmou.

Questionado pelos vereadores sobre o aumento no preço de muitos produtos pós-pandemia, Assayag explicou que é preciso entender todo o processo.

“Nós questionamos o aumento no preço de certos produtos nas lojas e supermercados, mas temos que analisar um todo. Às vezes o produto sobe de preço na distribuidora, o que faz aumentar no preço final, e o consumidor é prejudicado, mas o comerciante também é prejudicado, porque tem que arcar com o aumento, por isso, temos que analisar o todo”, explicou.

Queda na arrecadação da capital

De acordo com o mestre e doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, Paulo Gala, todos os estados irão perder de 30% a 45% de arrecadação e em Manaus não deverá ser diferente. Para ele, a economia implodiu e “uma economia assim não arrecada”.

Os dados foram divulgados pelo Radar nesta quarta. Segundo o pesquisador, o setor industrial brasileiro, que já estava atrás em termos competitivos com outros países, segundo o economista, agora será massacrado pela realidade da China.

(*) Com informações da assessoria da CMM