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Presidente do Corecon-AM orienta o que é mais prudente fazer com seu 13º salário

Conforme levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o pagamento do 13º salário deve injetar na economia do Estado cerca de R$ 2 bilhões. E, na hora de planejar o que fazer com essa renda extra, parece ser inevitável que o trabalhador amazonense, assim como em outros lugares do País, pense em presentes para os familiares, reforma da casa, troca de carro; o que não faltam são opções. Entretanto, alertam os economistas, o momento ainda é de prudência.

O Brasil ainda se recupera de uma das maiores crises econômicas de sua história, com reflexos duros no Polo Industrial de Manaus (PIM), lembra o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), Nelson Azevedo.

O Amazonas encerrou o primeiro semestre de 2017 com 284 mil desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), sendo 211 mil só em Manaus, uma das taxas mais altas do país. “Embora o PIM tenha demonstrado sinais de recuperação, ainda há muito o que recuperar. A grande maioria dos amazonenses tem um desempregado na família. É o momento deve ser de cautela”, reforça Nelson Azevedo.

Por isso, a grande maioria dos economistas recomenda prudência no uso do 13º salário. A economista Denise Kassama, conselheira federal de Economia (Cofecon), sugere algumas dicas. Primeiro, alerta para a resistência à compra de presentes caros. “Se amor não tem preço, é aceitável que ele seja demonstrado por meio de lembranças com significado mais sentimental do que financeiro. Nesta época do ano, existem sempre feiras de artesanato com excelentes opções a baixo custo”.

Outra dica é encerrar o ano sem dívidas. Para a economista, esse é o melhor presente que se poder ter: aproveitar o recurso do 13º para quitar as dívidas e passar as festas de bem consigo mesmo. “Passadas as festas de fim de ano, vem janeiro, mês ‘gasteiro’, e junto com ele IPVA, IPTU, matrícula escolar, materiais escolares e outros gastos extras de início do ano. Vale sempre a pena reservar uma parcela do 13º para suprir estes gastos, sem precisar se endividar no cartão ou no crediário”, orienta.

E, se depois de todas essas necessidades, ainda sobrou dinheiro, o economista Francisco Mourão Júnior, conselheiro do Corecon, aconselha a começar a investir. Há opções desde poupança até títulos públicos, como Tesouro Direto, conforme o valor e o tempo aplicado. “Nunca é tarde para começar a guardar dinheiro e futuramente poder realizar seus sonhos”.

Mas fica a dica de ouro do especialista: “comece agora seu planejamento financeiro. Comece a organizar em uma planilha seus gastos mensais e seus recebimentos para que comece a enxergar onde é possível economizar para sobrar um recurso no fim do mês”, destaca o conselheiro.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Corecon