Presidente do partido de Pauderney Avelino tem sigilo bancário e fiscal quebrados por suspeita de recebimento de propina

Agripino e Pauderney

Um dos mais ferrenhos “julgadores” da presidente Dilma Rousseff (PT), o líder da oposição na Câmara Federal, o deputado Pauderney Avelino, vê agora o presidente do seu partido, o DEM, na mira da Justiça sob suspeita de corrupção. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador José Agripino Maia (RN) e ainda do filho dele, o deputado federal Felipe Maia, também do DEM.

Agripino está sob suspeita de ter recebido propina de executivos da OAS, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato, proveniente da obra do estádio Arena de Dunas, construído para a Copa do Mundo. O inquérito contra Agripino foi aberto em outubro do ano passado. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta indícios de que o presidente do DEM teria cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O pedido de quebra de sigilo bancário fiscal foi feito exatamente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que diz ter surgido nas investigações movimentações bancárias atípicas, que levam a suspeita de lavagem de dinheiro. José Agripino se diz acusado injustamente e afirma que é favor das investigações por acreditar “que elas vão mostrar sua inocência”. (Any Margareth)