Presidente do TCE afirma que pane no sistema não causou perda de processos

O conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Ari Moutinho Junior, informou na manhã desta terça-feira (3), que a pane no sistema de julgamentos e-contas não causou perdas de processos e arquivos do Tribunal. O conselheiro descartou sabotagem e disse que o dano foi causado por falha humana.

De acordo com Ari Moutinho, o TCE teve uma despesa de R$ 33 mil em 20 dias, para tentar recuperar o sistema e descobrir o que ocasionou todo o problema. Foi descoberto após o período de averiguação, que o servidor Fabrício Barbosa e o Diretor do Departamento de Tecnologia da Informação (Detin), Elinder Belarmino Lins, foram apontados como os responsáveis pela pane no sistema que deixou o Tribunal sem acesso aos serviços por 20 dias.

“Nós admitimos que, de forma imprudente, um funcionário rodou um comando no sistema sem checar o que estava fazendo”, disse, ao ressaltar que esse funcionário sabia da falha e, conforme Moutinho, por medo, tentou esconder. “Tudo foi descoberto pelo número do IP (Internet Protocol) do computador. Ele foi imaturo, pois, é um funcionário que não tinha nada que manchasse a conduta dele. É sempre presente e está no Tribunal por vários anos”, lamentou.

Apesar da pane, o conselheiro destacou que nenhum processo foi perdido. De acordo com ele, os mesmos continuam sobre domínio do TCE, mas estavam todos em locais diferentes. “Nada foi perdido. Atualmente nós temos 62% do sistema funcionando e até o fim da semana que vem teremos 100% de funcionamento. Foi incompetência, falta de zelo de um funcionário e o diretor do setor de Tecnologia da Informação”, disse.

O conselheiro disse que por causa da omissão do servidor, as três empresas contratadas para recuperar o sistema ficaram ‘tateando’ no escuro por 30 dias tentando descobrir a fonte do problema.

O funcionário já foi afastado, assim como o Diretor de Tecnologia da Informação também, por não acompanhar as ações realizadas no setor que ele era o responsável. Ari Moutinho ressaltou que os dois vão ressarcir as despesas do TCE.

“Tínhamos proteção e backup, mas o sistema vinha recebendo alarmes do backup que o servidor Fabrício achou que era um problema por causa  da caixa de e-mail dele estar cheia, então ele desligou o alarme e não se atentou ao erro. Agora os funcionários já estão afastados. Em um determinado momento todo o Tribunal estava parado, mas já estamos nos normalizando. O que temos no momento é uma investigação ainda em curso que continuará averiguando esse caso. Quanto aos funcionários, a Corregedoria do Estado vai se encarregar das punições”, disse.