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Depois do presidente nacional da OAB e de dois ex-ministros, Adail contrata o mais “poderoso e caro” advogado do País

Ele é apontado em matérias facilmente encontradas no Google, veiculadas na mídia nacional e até na internacional, como “o especialista em crises, política, celebridades e mídia”. Na lista de seus clientes estão o publicitário Duda Mendonça, o senador Demóstenes Torres, o governador de Goiás, Marcos Perrilo, o próprio ex-presidente Lula e até mesmo a atriz Carolina Dieckmann, no caso do roubo de suas fotos nuas na internet. Em uma matéria, ele é intitulado o advogado mais “poderoso e caro do País”.  O título de poderoso deve estar ligado ao fato de impressionantes defesas em escândalos de corrupção em que consegue inocentar seus clientes, como o exemplo de Duda Mendonça no Mensalão. E de ser capaz de dizer o que bem entende, sobre quem for, como fez em outra entrevista, ao chamar de “infeliz” o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa e contar ter intermediado um encontro dele (ministro) com o então chefe da Casa Civil, José Dirceu, que teria utilizado seu prestígio para que Barbosa chegasse a ministro do STF. Ou seja, nas palavras de Kakay, o ministro Joaquim Barbosa teria utilizado tráfico de influência para chegar ao STF. Também é denominado nas publicações “o advogado mais caro do País”, que em histórias contadas nos corredores dos tribunais superiores é apontado como um defensor que “custa milhões” – teria cobrado de um determinado político amazonense, apenas para aceitar sua causa e inicia sua defesa, o valor de R$ 2 milhões.

De onde vêm os milhões?

E a pergunta que passava de boca em boca (ou seria melhor dizer de boca e ouvido), ontem, tanto no meio político quanto no jurídico era: “De onde estão vindo esses milhões para o prefeito Adail Pinheiro contratar Kakay?”

Tá explicado!

E um amigo advogado, ao saber da informação, disse que agora está mais do que explicado o “sumiço”, desde o dia 13 deste mês, do recurso especial eleitoral com pedido de cassação do registro de candidato de Adail Pinheiro, concedido pelo Tribunal Regional Eleitoral, mesmo com o fato de ele ter sido incluído na lista de inelegíveis do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa por condenações por desvio de recursos de verbas federais. “Não tem nem o dedo, tem a mão toda do Kakay nessa história”. No início deste mês, o ministro Dias Toffoli, do TSE, determinou que o recurso fosse colocado na pauta de julgamento, e há duas semanas, foi publicado do Diário de Justiça Eletrônico, o prazo de 48 horas para o processo ser julgado. E pautas vêm e vão, e nada do recurso aparecer. Com o Kakay, o recurso deve “cair” (e sumir) a cada julgamento, não é mesmo?

Emudeceram

Fontes do Radar confidenciaram que os ex-secretários, secretários, e assessores do prefeito Adail Pinheiro que prestaram depoimento na CPI da Pedofilia da Câmara Federal só tiveram uma resposta para determinadas perguntas, o silêncio. Apelaram para o direito de se manterem calados. Diante de determinadas acusações, inclusive com escutas telefônicas , dizer o quê, não é?