Presidente do PPS de Hissa Abrahão acusa Artur Neto de tentativa de suborno e de perseguição aos aliados do vice-prefeito

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O presidente estadual do PPS, Guto Rodrigues, partido do qual faz parte o vice-prefeito de Manaus licenciado Hissa Abrahão – ele só será obrigado por Lei a abrir mão do cargo caso seja eleito deputado federal – disse nesta quinta-feira (24), em entrevista coletiva, que o prefeito Artur Neto já demitiu cerca de 170 servidores comissionados da Prefeitura, ou porque são do partido, ou por terem qualquer ligação que seja com o vice-prefeito. Guto Rodrigues também foi exonerado do cargo de Secretário de Trabalho e Desenvolvimento (Sentrad), segundo ele, estando ausente de Manaus. “Eu estava em Brasília trabalhando, cuidando dos interesses do município de Manaus e dos trabalhadores. Lá em Brasília, eu e o técnico Arnaldo Reis tivemos a felicidade de constatar que a secretaria municipal de Trabalho já é a 4ª do país em desempenho, em produtividade. Trouxemos de lá recursos no valor de R$ 1 milhão para investimentos. Mas, nem isso evitou que ele (Artur) não tivesse essa atitude covarde”, criticou Guto Rodrigues.

Segundo ele, sua revolta teria ficado pior, ao chegar e saber que teria sido formada, por ordem do prefeito, uma comissão para fazer um levantamento de quem era filiado ao PPS dentro da administração municipal, ou que tivesse alguma simpatia pelo partido ou pelo vice-prefeito, Hissa Abrahão, com o objetivo de compor uma lista de demitidos. “Constrangeram pessoas dignas. O PPS nunca fez isso com ninguém. Nunca abrimos espaço para depreciar e perseguir ninguém. O contraditório tem que ser respeitado”, reclamou Guto.

Ele contou ainda ter passado por uma tentativa de suborno tramada por Artur Neto, contando inclusive com a presença de seu filho, o deputado estadual Artur Bisneto, candidato ao mesmo cargo de Hissa Abrahão, o de deputado federal. A troca seria a seguinte: Guto Rodrigues fecharia os olhos para as demissões dos correligionários do seu partido e de servidores que tinham estreita relação com Hissa Abrahão, além de apoiar na surdina Bisneto para o cargo de deputado federal, e em troca continuaria recebendo normalmente seu salário, (algo em torno de R$ 16 mil) mesmo não estando mais no cargo e nem aparecendo pra trabalhar. Segundo ele, seu caso não seria o único, já que outros secretários que também estão afastados da Prefeitura continuariam recebendo seus salários.

 Revolta

Em tom de revolta, Guto Rodrigues disse: “Artur Neto não ganhou sozinho, ganhou porque tinha ao lado Hissa Abrahão. Hoje, ele quer esconder esse fato. Fazíamos parte da sua administração por merecimento. O PPS sempre esteve ao seu lado em outras eleições. Fomos o único partido com apoio declarado a Artur Neto. E, quando passamos a fazer parte do seu governo, nós estávamos lá para desenvolver políticas públicas, não exclusivamente por cargos, como há outros que fazem isso. É só ver que na secretaria do Trabalho, os companheiros que nos antecederam fizeram um grande esforço e conseguiram chegar a mil colocações de trabalhadores no mercado de trabalho. Nós ultrapassamos cinco mil colocações, o maior recorde de colocações num grande paradoxo com a economia brasileira. E não existe política pública maior do que o trabalho, porque é ela que dá dignidade ao cidadão”.

Ele disse ter acreditado, assim como seus companheiros de partido, quando Artur em entrevistas à imprensa teria dito que não iria se envolver nas questões políticas dessa campanha. “Ele disse que não ia perseguir ninguém, e fez o contrário. O Artur está na contramão da Democracia. Ele deixa uma mancha na sua história quando tenta me comprar e colocar o PPS nessa articulação”, disparou Guto. (Any Margareth)