Primeira medida do Governo será gastar R$ 3 milhões para compra emergencial de soro para hospitais

Foto: Diego Peres/Secom

A primeira medida do Governo Wilson Lima (PSC) na tentativa de manter os serviços básicos de Saúde será gastar pelo menos R$ 3 milhões para compra emergencial de 300 mil unidades de soro para evitar que o Estado fique sem o insumo nos próximos cinco dias.

A medida foi anunciada nessa quinta-feira (10) após visita a Central de Medicamentos no Amazonas (CEMA). No local, o governador constatou que o Estado está com uma situação crítica de fornecimento de itens básicos para rede estadual de Saúde, além de ter 75% dos estoques zerados e a existência de R$ 2 milhões em medicamentos vencidos.

“Só há 25% dos medicamentos que deveriam ter. Nós só temos insulina para os próximos 15 dias e temos uma dívida de cerca de R$ 850 mil com o fornecedor. Estamos negociando para que não falte insulina também. No fim do ano, centros cirúrgicos pararam porque não havia anestésico e tivemos que fazer uma compra emergencial. Eu não tinha ideia do tamanho da covardia que se praticou, ao longo de tantos anos, contra o povo do estado do Amazonas”, lamentou o governador Wilson Lima.

350% mais caro

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A compra emergencial das 300 mil unidades de soro sairá 350% mais cara por conta da necessidade imediata do produto. Segundo dados do Governo, a aquisição pode chegar a R$ 3 milhões porque o soro será comprado do Centro-Oeste do País.

“Não tem nenhum fornecedor no Amazonas que possa nos fornecer esse produto. Um produto que custa em média R$ 2,67 a unidade, nós vamos precisar trazer de Goiânia (GO) e vamos ter que pagar R$ 12 a unidade, porque ele vai vir de avião. Normalmente vem via terrestre ou fluvial, mas eu não posso colocar a vida das pessoas em risco”, explicou Wilson Lima.

Remédios vencidos e estoques vazios

De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), há estoque significativo de medicamentos que estão fora do prazo de validade, que resultam em um prejuízo da ordem de R$ 2 milhões, valor que pode aumentar nos próximos dois meses.

“Em sessenta dias, teremos mais de 1,5 milhão de reais em produtos que estarão vencendo. Vamos encaminhar esse levantamento para os órgãos de controle, para que quem tomou ou deixou de tomar essas decisões seja responsabilizado”, disse o governador.

De acordo com o vice-governador e secretário de saúde Carlos Almeida, os produtos vencidos representam risco de contaminação e, por isso, serão incinerados. “Essa situação requer providências imediatas para a remoção desses medicamentos e para a adequada incineração. Está sendo feito um levantamento para comunicar a situação aos órgãos, inclusive de vigilância sanitária. Não podemos sujeitar ninguém aos riscos de uma possível contaminação, por conta da armazenagem inadequada de medicamentos ou insumos vencidos”, esclareceu o vice-governador.

Com informações da Secom.