Primeiro, foi o governador que sumiu do debates, agora os debates é que estão sumindo

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Primeiro, o governador e candidato à reeleição, José Melo, é que não foi ao debate da TV Band, o que fez com que o espaço fosse utilizado para a realização de uma entrevista com seu adversário, o senador Eduardo Braga. Mas, agora, são os debates que estão sumindo misteriosamente. Um por um eles vêm sendo desmarcados sem maiores explicações. A Record/TV A Crítica do grupo Calderaro de Comunicação decidiu não realizar o debate neste segundo turno, assim como a Record News, emissora de Cirilo Anunciação, empresa do grupo Diário do Amazonas. O SBT/ TV Em Tempo, do empresário Otávio Raman Neves, foi pelo mesmo caminho e desmarcou o debate. As únicas emissoras que até agora não desistiram do “exemplo de democracia” que tanto fizeram questão de alardear no primeiro turno quando realizaram debates são a TV Amazonas e a TV Tiradentes, sendo que esta última já tem a bolão de apostas entre os que acreditam que Ronaldo Tiradentes manterá o debate, com lances maiores daqueles que dizem que ele também não realizará o debate no dia 22. É pagar pra ver!

E por falar em bolão

Aqui no Radar tem chegado mensagens de cifras dignas (ou seria melhor dizer indignas) de ganhadores da Sena para que debates estejam sumindo. Dizem os internautas que “o menino humilde filho de seringueiros” lá pelas andanças na mata achou mesmo foi um veio de ouro que o está livrando de falar novamente sobre a “energia aeólica (eólica)”, o “crime hodiendo (hediondo)”, o crédito de carbono (assunto que ele se enrolou todo ao abordar) e que empregar o plural não significa dar cargo comissionado para alguém que se chama plural, mas tão somente colocar “s” no final das palavras.

Seringal e farofa de ovo

E, levando-se em conta o resultado das pesquisas de intenção de voto do empresário do ramo de comunicação, Ronaldo Tiradentes, proprietário do instituto de pesquisa DMP, com ampla vantagem para o governador e candidato à reeleição, José Melo, parece ter dado certo o marketing eleitoral “do menino pobre que nasceu no seringal, nas barrancas de Eirunepé –  estória tão parecida com a de Amazonino, né mesmo? Já em nível nacional, Marina Silva com sua estória da família pobre, onde a farofa de ovo era dividida para seis irmãos, parece não ter dado muito resultado não, né mesmo? O povo quis saber mesmo foi sobre a incoerência entre seu discurso e seus atos, como a mentira de dizer que votou a favor e ter votado contra a CPMF, de ter impedido sob alegação de questões ambientais a abertura e asfaltamento de determinadas estradas (como a BR-319 por exemplo) quando era ministra do Meio Ambiente, sua campanha ter contribuição de banqueiros e muitos outros assuntos bem mais importantes do que a pobreza que faz parte da estória da grande maioria dos brasileiros e é razão para orgulho e não para chorumelas, não é mesmo?. E, além do mais, nossas pobrezas -propositalmente no plural porque aqui todo mundo já comeu farofa de ovo, isso quando tinha – não faz parte do currículo e nem é característica fundamental de competência. (Any Margareth)