Produção de matrinxã no Amazonas cresce 60,9%, enquanto a de curimatã cai 69,3%

O Amazonas é o maior produtor de matrinxã do país, com 55,3% de participação no total da produção do Brasil – Foto: Divulgação

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (29), apontam que a produção de pescado no Amazonas teve oscilações entre 2019 e 2020. Enquanto a matrinxã foi o carro chefe dos produtores locais, com aumento de 60,9% de participação, por outro a produção de curimatã caiu drasticamente, um total de 69,3% de queda. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2020.

Em 2020, dentre os 10 maiores municípios produtores nacionais de matrinxã, cinco eram municípios amazonenses: Rio Preto da Eva, Manacapuru, Manaus, Presidente Figueiredo e Iranduba. Depois de Rio Preto da Eva, o segundo maior em criadouros do peixe no Amazonas é Manaus (313.5 toneladas), que é seguido por Manacapuru (198), Presidente Figueiredo (90,7) e Itacoatiara (60). Tabatinga, Ipixuna e Coari também estão na lista.

O Amazonas é o maior produtor de matrinxã do país, com 55,3% de participação no total da produção do Brasil. Foram produzidas no período cerca de 2 mil toneladas desse peixe. A produção de pirarucu, por sua vez, é a quarta maior, com 144 toneladas, um total de 7,6% de participação. Já o “queridinho” dos manauaras: o tambaqui ficou com 6,2 mil toneladas. Ele despontou com 6,2% de participação no total produzido no país, ocupando a 5ª maior produção.

A piscicultura é uma das atividades rurais mais promissoras para Estado, em virtude da abundância de água e da tecnologia disponível para criação das principais espécies. Mesmo com os casos de rabdomiólise investigados no Amazonas, a produção de peixes continua a todo vapor no Estado.

(*) Com informações da assessoria