Professores da escola estadual Ruth Prestes são obrigados a trabalhar mesmo diagnosticados com Covid-19 (ver vídeo)

Foto: Rafa Braga

Três professores da escola estadual Professora Ruth Prestes Gonçalves, conhecida como “Aldeia do Conhecimento” situada no bairro Cidade Nova, na zona Norte, denunciaram ao Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom Sindical), que estão sendo obrigados a ministrar aulas mesmo depois de terem testado positivo para a Covid-19.

A informação foi confirmada pelo coordenador de comunicação da Asprom Sindical, Lambert Melo, que realizou um ato público em frente a escola Ruth Prestes Gonçalves, na tarde desta terça-feira (13), para alertar a população do que está ocorrendo na unidade de ensino.

“Nós estamos aqui para fortalecer essa denúncia, isso vem acontecendo na maioria das escolas da Seduc, infelizmente o governo do Estado de forma irresponsável, não está tomando nenhuma atitude em relação aos casos de contaminação. Semana passada três professores desta instituição testaram positivo para a Covid-19 e não houve nenhuma providência da Seduc e não foram liberados do serviço para cumprir a quarentena nas suas casas”, disse Lambert Melo.

A mesma situação acontece na escola estadual Barão do Rio Branco, localizada na avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus. De acordo com a Asprom Sindical, três servidoras foram contaminadas pela Covid-19 e continuaram trabalhando, não houve sanitização no ambiente escolar.

Profissionais contaminados

Cinco professores da rede estadual já perderam a vida para a Covid-19. Desde o retorno presencial das atividades escolares no dia 10 de agosto, mais de 3,5 mil profissionais da educação já foram contaminados pelo vírus, mas mesmo assim o governo do Amazonas decidiu fechar apenas bares e restaurantes e manteve as escolas abertas.

A reportagem do Radar entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), mas até o momento dessa publicação não obteve resposta.

 

 

Mesmo com Covid-19 professores continuam trabalhando, denuncia Asprom Sindical

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Posted by Radar Amazônico on Tuesday, October 13, 2020