Professores da Seduc e até gestora de escola confirmam que foram mandados pra Assembleia (ouvir áudios)

A respostas são atrapalhadas, com palavras desencontradas e explicações ilógicas de quem nem sabe direito o que estava fazendo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), na manhã dessa quarta-feira (29), durante votação de matérias, uma delas a mais polêmica, que aumentou em 2% a alíquota de ICMS de diversos produtos. Mas, pelo menos duas dessas pessoas deixaram escapar que estavam ali porque receberam ordens de seus superiores na Secretaria de Estado da Educação, a Seduc do Governo de Melo. Imagina o que esperar de educadores que parecem nem ter consciência que estão sendo usados como massa de manobra por seus superiores para fazer número numa “plateia” a favor do governador e ocupar espaço para impedir que alguém se manifeste contra.

“Nós fomos convocados pela coordenadoria para se fazer presente na Assembleia, para um ato na Assembleia”, diz de forma confusa a gestora de escola, Francisca Cunha Lima, deixando visível que não conhece sequer as regras de funcionamento da Casa Legislativa quando acrescenta: “Nós estamos aqui preparados pra votar…” – como é que é? Os únicos que votam são os deputados.

A situação é profundamente constrangedora. Essas pessoas parecem não ter recebido qualquer informação do que iam participar. Ao ser perguntada sobre a sua intenção para estar na Assembleia, a professora Isabel Carvalho da Seduc responde; “ Vamos ajudar a Assembleia, os deputados, a fazer um trabalho belíssimo” – ajudar em quê mesmo gente? Que trabalho?

Já outro professor Rubens Assayag, diz que está ali “atendendo convite da nossa Secretaria de Educação” e, ao ser perguntado sobre a votação do ICMS desembesta por uma explicação que não dá pra entender muita coisa não, gente! Ele fala que o ICMS “é uma questão muito relativa em relação à economia do País” e que “tem que analisar os fatos, os pontos principais, principalmente se tratando das situações hoje (….) e ter um diálogo contundente dentro da realidade de cada cidadão, de cada pessoa, a qual faz essa contribuição no âmbito estadual”. Meu Deus! Entendeu alguma coisa? Nem eu!

Será que o professor está reproduzindo alguma teoria do governador “professor” Zé Melo, igual à do “buraco pra tatu” e da passagem aérea pra macaco na BR-319 que faz parte de sua Matriz Econômica, ou será que é igual a teoria sobre a “energia aeólica” (sic) dos tempos de campanha à reeleição. (Any Margareth)