Professores da SEDUC e da SEMED aprovam estado de greve

Os professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed) aprovaram estado de greve nessa terça-feira (31), durante assembleia geral extraordinária. A medida foi tomada em resposta à falta de reajuste salarial, que está congelado há dois anos, a falta de materiais para a realização de ensino remoto, além da ameaça de retorno das aulas presencias sem a vacinação da categoria contra a Covid-19.

De acordo com a Asprom Sindical, a categoria afirma que está disposta, se for preciso, a realizar a greve para buscar resolver problemas que não estão sendo resolvidos.

Segundo o Sindicato, além das ameaças de retorno das aulas presenciais, as duas Secretarias não pagam as datas-bases respectivas há dois anos e ainda não forneceram materiais para os professores realizarem o trabalho remoto.

E a pior reclamação é o temor do retorno das aulas presenciais sem a vacinação aos profissionais da educação. “Além do retorno das aulas presenciais, as duas Secretarias não pagam as datas-bases respectivas há 2 (dois) anos e ainda não forneceram as condições materiais e pedagógicas para os professores realizarem o trabalho remoto. E o pior de tudo: os professores ainda não foram vacinados!”, aponta o Sindicato por meio de nota.

“A partir de hoje a categoria está em permanente estado de mobilização para construir a possibilidade de uma greve, que poderá acontecer em conjunto com a categoria dos trabalhadores da saúde, que também estão em Estado de Greve. Líderes de Sindicatos da área da Saúde participaram da Assembleia do Asprom Sindical e manifestaram o desejo de caminharem juntos com o Sindicato dos Professores. Ficou decidido que haverá um encontro preliminar entre os 11 Sindicatos da Saúde e o Asprom Sindical, para tabularem entendimentos na direção da Unidade de Ação do serviço público estadual e municipal”, disse o Sindicato.

Repúdio ao aniversário do Golpe Militar

Os professores também repudiaram atitude do presidente Jair Bolsonaro ao anunciar a ‘comemoração do aniversário do Golpe Militar’ ocorrido no Brasil, em 1964.

“Os vários Governos Militares que se sucederam ao longo de 20 anos, assassinaram, torturaram, violentaram e exilaram milhares de brasileiros”, finalizou o sindicato.