Professores de Presidente Figueiredo entram em greve pelo não cumprimento do piso salarial da categoria pela prefeitura (ver vídeos)

Em uma mesa diretora, foi aprovado apenas 10% do reajuste mas, não foi aceito pelos profissionais da educação que pedem que os outros 10.8 seja pago pelo menos de forma escalonada.

Foto: Montagem/ Radar Amazônico

Os professores do município de Presidente Figueiredo, cidade distante 126 km da capital amazonense, entraram em greve nessa quarta-feira (21), por causa do não cumprimento por parte da prefeita Patricia Lopes, de lei federal que instituiu o piso salarial da categoria. Os professores decidiram ocupar o hall de entrada da prefeitura e tiveram que passar a noite no escuro e sem ter acesso aos banheiros porque a prefeita mandou desligar a energia e manter banheiros trancados para obrigar os educadores a deixarem o local.

De acordo com uma das lideranças da categoria, professor Mauro Amazonas, 70% das aulas foram paralisadas e cerca de 30% da categoria continua em sala de aula. Ele conta que desde janeiro os professores estão tentando negociar com a prefeitura, mas nunca foram recebidos.

A defasagem dos salários em relação ao piso nacional da categoria é de 20,8%. A proposta da prefeitura é de 10% de reajuste, mas, não foi aceito pelos profissionais da educação que pedem que o restante do percentual de 10.8 seja pago, pelo menos de forma escalonada.

Uma das reclamações dos servidores da educação de Figueiredo é que a prefeita Patrícia Lopes (UB), não sentou para conversar com os professores e aprovou um percentual de reajuste abaixo do permitido, sem pelo menos ouvir a categoria. Foi decidido pela prefeitura pagar apenas 10% do reajuste sendo a primeira parcela para o mês de julho e a segunda para o mês de agosto.

Os educadores pedem que a prefeitura equipare ao piso nacional, nem que seja de forma parcelada. O professor Mauro Amazonas conta que, inclusive, a categoria está dando mais de uma alternativa para a prefeita Patrícia Lopes pagar o percentual de 10,8% para equiparar ao piso da categoria e cumprir o que manda a lei.. “Pode ser 5% no final de julho e 5,8% no final de agosto. E flexibilizamos mais ainda mostrando que pode ser 3% no final de julho, 3% no final de agosto, 3% no final setembro e os outros 1.8% seja pago em outubro.

Mas, sem respostas os professores dizem que continuarão ao longo do dia na sede da prefeitura de Presidente Figueiredo e esperam convocar uma assembleia para que o problema seja resolvido, já que prefeita Patrícia Lopes estaria supostamente de férias no parque temático Beto Carrero World, que fica localizado no litoral norte do estado de Santa Catarina.

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