Professores denunciam que gestora da escola estadual Antenor Sarmento esconde casos de covid-19 na unidade

De acordo com eles, um administrador que trabalhava na escola morreu no último fim de semana por conta da doença e desde então não se falou do ocorrido

Foto: reprodução/web

Professores da Escola Estadual Antenor Sarmento, localizada na Avenida Urucará, no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus, denunciam que a gestora da unidade, Aline Campos, anda escondendo casos de covid-19, colocando em risco a saúde e vida de diversos trabalhadores e estudantes. Um dos educadores da unidade entrou em contato com Radar e revelou que um administrador que trabalhava na escola morreu no último fim de semana por conta da doença e desde então não se falou do ocorrido e sequer sanitizaram (limpeza específica que a disseminação de doenças respiratórias provocadas por vírus, ácaros, fungos e bactérias) a escola.

“Ele (administrador) já estava com suspeita de covid-19 e mesmo assim a escola não foi sanitizada. A gente percebe que está muito escondido”, explica.

Ainda assim, com a tentativa de mascarar a situação, alguns professores pressionaram a gestora Aline Campos para que houvesse a suspensão das atividades presenciais.

“O pedido de suspensão de aula foi atendido, por um dia, mas o local não recebeu nenhum tipo de limpeza sanitária”, ressalta.

Atualmente, menos de uma semana após a tragédia do administrador, os professores se veem inseguros novamente, pois mais uma pessoa contraiu a covid-19. Dessa vez, uma aluna do 2º ano do ensino médio.

A garota, identificada como C.M.A., enviou a um dos professores um atestado comprovando que está infectada com a covid-19 e informou através de mensagens, que tem sofrido com os sintomas da doença e que a sua responsável atualmente está internada com a mesma doença.

“Estou muito doente (sic.) falta de ar, febre, dor de cabeça, dor no corpo e não tenho paladar e olfato”, disse a adolescente em mensagem eletrônica.

A aluna informou que está doente através de mensagens. /Foto: Arquivo pessoal

Estrutura da escola

Nesse contexto de casos de covid seguidos, os professores temem pelas suas saúdes e vidas, já que sequer são notificados dos casos e não têm um ambiente de trabalho que esteja seguro, pois apesar da escola ser grande, ela não possui uma estrutura que proporcione a circulação efetiva de ar natural.

“Infelizmente a Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas) só vai mandar sanitizar a escola depois que sair na mídia”, finalizam os professores afirmando que a denúncia da situação é a última esperança deles.