Professores desmentem líder do Governo comprovando que plano de saúde está suspenso

Desmentindo o discurso do líder do Governo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Dermilson Chagas, que jurou de pé junto que a suspensão do plano de saúde dos professores não passava de “boato”, professores da rede estadual de ensino enviaram ao Radar imagens do site da Hapvida e de contato feito pelo WhatsApp confirmando que não estão conseguindo marcar exames, consultas ou qualquer um procedimento médico.

No inicio da semana, em discurso da tribuna da Assembleia, o líder do Governo de Amazonino disse que as reclamações feitas, inclusive por seus colegas de Parlamento, sobre a suspensão do plano de saúde Hapvida não passa de um “boato” criado para desestabilizar a administração do governador Amazonino Mendes (PDT).

Bom lembrar que, ao invés de melhorar a saúde pública para atender os cidadãos do Estado, entre eles os professores, ou então dar um salário digno para que os próprios educadores escolhessem seus planos de saúde, o Governo preferiu pagar R$ 41 milhões anualmente para a Hapvida dar assistência médica para 29 mil servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) – já tive esse plano de saúde e dou é cruz credo, meu povo!

Imagem de tentativas de marcação de procedimentos médicos no site da Hapvida mostram claramente que o plano de saúde está suspenso como alegam os professores. Em um print de conversa via WhatsApp, uma funcionária da Hapvida informa que está “constando pendência”. Ou seja, o Governo não pagou o plano de saúde e quem vai pagar o pato são os professores. (Ver imagens no final da matéria)

Questionado mais uma vez sobre a veracidade do que ele chama de “boato, o líder do Governo muda de discurso. Não desmente mais a suspensão do plano de saúde mas diz agora que “os custos do plano de saúde dos professores estaduais serão agora inseridos nos seus contracheques para que todos os servidores da educação do Estado possam ter acesso ao benefício”.

Já a Secretaria de Educação do Governo não desmente a suspensão dos serviços médicos da Hapvida – era bom ter avisado pro líder do Governo que não era boato, né gente?

Em nota, a Seduc informou que acionou na Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a operadora de saúde Hapvida para que cumpra o que, segundo a secretaria, está previsto em contrato.

“A Seduc informa que a empresa não pode suspender os serviços de forma abrupta. Além disso, o atendimento aos dependentes não pode ser suspenso. A Seduc também convocou os representantes da Hapvida para dar explicações sobre essa suspensão”, diz a nota.

E enquanto o Governo não resolve a pendenga, se um servidor da educação precisar de atendimento vai ter que recorrer para a caótica saúde pública. Pode uma coisas dessas gente?