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Professores do AM paralisam atividades por falta de acordo sobre reajuste salarial

Mais uma vez as negociações sobre o reajuste salarial dos professores da rede estadual de ensino com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) não avançaram. Por conta disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) informou, que a categoria paralisou as atividades nesta terça-feira (2) em várias escolas na capital e interior. Os três turnos devem ser afetados.

Além disso, um ato público será realizado a partir das 13h em frente à sede do Governo, na Avenida Brasil, Compensa, zona Oeste de Manaus. A convocação foi feita por meio de redes sociais do Sinteam.

Segundo a entidades, a paralisação foi decidida após uma reunião entre o secretário de Educação, Luiz Castro e representantes do Sinteam, realizada nessa segunda-feira (1). Esta foi a quarta tentativa de negociações.

“O Governo acenou positivamente para as progressões horizontais, não respeitadas desde 2013, com um adicional de 12% a 50% para mais de 2 mil servidores; progressões verticais, com um ganho real adicional de 2% para cerca de 21 mil profissionais”, afirmou.

De acordo com o Sinteam, outras reivindicações da categoria também foram acatadas pela Seduc. Entre elas: vale-transporte para profissionais de 40h; auxílio-alimentação; melhoria no atendimento do plano de saúde Hapvida, além do incremento das condições de segurança e de infraestrutura nas escolas.

Mas sobre o percentual de reajuste salarial ainda não foi fechado. A categoria pede 15% e a Secretaria mantém menos de 4%.

“O secretário Luiz Castro, afirmou que há um impedimento legal por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal em conceder valor maior que a inflação do período de 2018/2019, e manteve a proposta de 3,93% de reajuste. Nossa assembleia já rejeitou esse percentual por isso mantivemos a paralisação. Vamos tentar uma conversa com o governador Wilson Lima”, disse a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Na última quinta-feira (28), representantes do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) também protestaram em frente à sede do Governo e paralisaram as atividades como advertência. Na ocasião, um grupo da entidade foi recebido por representantes da Casa Civil e Militar que não deu em nada.

Diante do impasse, o Asprom Sindical informou que a categoria deu o prazo até sexta-feira (5) para que a Seduc apresente uma contraproposta melhorada. Caso o Governo não envie no prazo estabelecido, a categoria articula um “indicativo de estado de greve geral”.