Professores fazem carreata para pedir reajuste salarial e imunização contra a Covid-19 (ver vídeo)

Foto: Rafa Braga

Para reivindicar reajuste salarial, vacinação e melhores condições de trabalho remoto, os profissionais da educação realizaram uma carreata na manhã desta terça-feira (30). Com cartazes e faixas, os professores se concentraram na arena Amadeu Teixeira, na zona Centro-Oeste de Manaus, e de lá seguiram para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). (veja vídeo no final da matéria).

Durante entrevista ao Radar, o coordenador de comunicação do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), Lambert Melo, ressaltou que busca diálogo com o Governo do Estado há mais de um ano, e por isso a categoria recorreu a Aleam para pedir apoio dos deputados.

“Estamos pedindo apoio para que a gente possa apresentar as nossas reivindicações, porque nós não temos mais condições de ficar pagando para trabalhar. Desde o ano passado quando começou a pandemia e o trabalho remoto, que nós pagamos para trabalhar, porque nós usamos a nossa internet, nosso computador a nossa energia elétrica e nossa impressora. Entendemos que é obrigação do governo custear essas despesas”, disse Lambert.

Salários congelados

De acordo com Lambert Melo, os professores da rede estadual de Ensino, estão há dois anos sem receber ajuste salarial e já perderam quase 10% de inflação.

“Estamos sendo desvalorizados pelo governo porque eles não nos recebem. E agora a situação ficou ainda mais complicada com o acúmulo inflacionários de quase 10% e não é possível mais que a categoria fique sem seu reajuste salarial, então estamos exigindo que a data-base seja respeitada que o reajuste salarial seja pago e caso isso não seja entendido pelo governo do Estado, nós vamos ter uma nossa reunião e muito provavelmente nós deveremos aprovar o estado de greve”, disse Lambert.

Vacinação

Desde o início da pandemia cerca de 200 professores já morreram vítima da Covid-19, e para evitar a perda de mais colegas de profissão, a categoria pede também a imunização em massa dos professores para um retorno das aulas presenciais de forma mais segura.

“Estamos reivindicando também que o governo antecipe a vacinação dos professores para que a gente possa ter um processo de imunização mais acelerado, e quando a imunização estiver completa, nós podemos discutir com o governo a possibilidade de um retorno de aulas presenciais”, disse.

Por fim o coordenador de comunicação da Asprom, afirmou que a categoria é totalmente contrária a qualquer retorno de aulas presencial, mesmo de forma híbrida como aconteceu no ano passado mediante protocolos de segurança contra a Covid-19, que não foram cumpridos.

“O protocolo era falho e inútil, porque os estudantes não tiveram por partes das escolas nenhum tipo de fiscalização, para que lá dentro da instituição eles cumprissem os protocolos. Nós sabemos que é da natureza das crianças e dos adolescentes é a de rebeldia e liberdade, então é inadmissível pensar que crianças iriam ficar horas com máscaras”, concluiu Lambert Melo.