Professores fazem manifestação na Prefeitura e Governo do AM contra retorno das aulas presenciais sem duas doses da vacina

Foto: Rafael Braga/ Radar Amazônico

Uma manifestação pedindo a imunização completa dos profissionais da educação antes do retorno das aulas presenciais foi realizada, na manhã desta terça-feira (18) na frente da prefeitura de Manaus e da sede do governo pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical). Na ocasião, eles apontam que o governador Wilson Lima e o prefeito David Almeida não têm cumprido aquilo que as propagandas de imunização pregam.

Durante o ato público na prefeitura, localizada na zona Oeste, a classe de educadores apontou as contradições do prefeito, que anuncia diversas propagandas sobre a importância das duas doses da vacina para imunização completa, mas ao mesmo tempo estabelece que professores retornem às salas de aula tomando somente a primeira dose no próximo dia 31.

“Se o prefeito sabe que a imunização só é possível após tomar as duas doses, por que ele quer que professores voltem às salas sem ter tomado?”, questionaram durante a ação.

Esse retorno previsto para o fim do mês é fruto de um adiamento da data inicial, que previa a volta às aulas híbridas para esta terça-feira (18). De acordo com Lambert Melo, coordenador de comunicação da Asprom, esse recuo só foi feito após pressão dos professores.

“O prefeito só voltou atrás na decisão da volta as aulas porque já estávamos nos articulando para declararmos estado de greve”, revelou.

Ainda nesse sentido, Lambert reforça que os professores seguirão sem retomar o ensino presencial porque o adiamento não estabelece tempo suficiente para que seja feito uma imunização efetiva e afirma que a classe deflagrará greve novamente caso a prefeitura e o estado (que inicia as aulas presenciais no interior nesta quarta-feira) não cumpram todas as etapas de imunização respeitando os intervalos entre as doses.

Outras providências

Além da imunização, a Asprom também pede que seja formulado um plano de retorno “digno”. Reformas nas salas de aula e readaptações de janelas para que seja possível a circulação de ar são algumas das necessidades apontadas pelos professores.

Apelo pela manutenção da vida

No ato, Lambert também mencionou a falta de sensibilidade do prefeito no que diz respeito as vidas de educadores que foram perdidas para Covid. Desde o início da pandemia até agora, mais de 300 professores morreram.

“O número de [professores] mortos é bruta e absurdo. Chega a ser ‘incrível’ como o prefeito David Almeida não se sensibiliza com essas perdas”, finalizou.

Ato na sede do Governo 

Em seguida, o grupo de professores se dirigiu a sede do governo onde manifestaram as mesmas acusações sobre a contradição do governo em relação a vacinação e também pediram reformas.

No caso das aulas na rede pública do estado, a situação é ainda mais emergente uma vez que o retorno está programado para esta quarta-feira (19).

Veja as manifestações: