Professores passam a noite acampados em frente a ALE em protesto por terem sido “enganados pelo professor Melo”

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Na madrugada, o prof. Bibiano, que está vereador esteve reunido com os professores acampados em frente a ALE

Os professores reivindicavam 20% de reajuste salarial. O governador – que fez questão de acrescentar de vez a expressão “professor” ao seu nome até nas fotos oficiais – disse que o Governo só poderia conceder 10%. Mas, enviou para a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) um projeto que concede apenas 5,36. Numa artimanha visivelmente eleitoreira determinou que o restante dos 10% só será concedido no ano que vem, em 2015 – em outras palavras é o mesmo que dizer que os professores terão que elegê-lo para ter o restante, ou então se virem com seu sucessor.

O mesmo está ocorrendo com a reivindicação dos professores pelo direito ao auxílio-alimentação e auxílio-transporte, direito que já foi conquistado pelas mais diversas categorias de trabalhadores, mas por motivos não explicáveis (nem justificáveis) os educadores do Amazonas não possuem. Melo acena com a possibilidade de auxílio-transporte só daqui a noventa dias, ou seja, em plena campanha eleitoral. E auxílio-alimentação só no ano que vem quando for eleito.

Como esse estado de coisas só pode ser modificado pelo Legislativo estadual, já que é lá que vai ser analisado e votado o projeto do governador, os professores passaram a noite acampados em frente a ALE na tentativa de reverter esses critérios de “valorização” da categoria. Quem está à frente da manifestação é o coletivo Educadores em Luta, que reúne os movimentos Vem pra Rua pela Educação, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação, o Luta Educador, o Professores Unificados e o Movimento Independente de Luta dos Professores de Manaus.

Os professores que fazem parte dessas entidades são contra os acordos que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) vem fazendo com o Governo, e inclusive acusam o sindicato de impedir que a categoria realmente participe das negociações. Segundo ele, o Sinteam quer concentrar o poder de decisão em suas mãos porque mantém relações estreitas com o Governo do professor José Melo. Mudar ou permanecer com este acordo fica agora a encargo da ALE e de seus deputados. (Any Margareth)

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