Profissionais da saúde fazem manifestação para cobrar piso salarial e melhores condições de trabalho (ver vídeo)

Os servidores não pouparam críticas ao governador Wilson Lima (União Brasil)

Foto: Marhia Bessa/Radar Amazônico

Os profissionais de saúde do Amazonas estiveram na manhã desta terça-feira (31), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), para cobrar o Governo Wilson Lima (União Brasil) o pagamento do piso salarial e melhores condições de trabalho nas unidades de saúde do Amazonas. Em entrevista ao Radar Amazônico, Francineide Silva, representante do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Amazonas (Sateam), não poupou críticas ao governador e denunciou que o salário mínimo que os profissionais recebem é de R$ 904.

“A categoria enfrenta um grande descaso desse governo e está sobrecarregados nas unidades hospitalares. Estamos buscando nossas melhorias e gostaríamos de contar com o apoio do governo. Estamos cansados e desgastados, nós técnicos de enfermagem estamos em vários trabalhos. Não dá mais, governador! R$ 904 de salário pelo trabalhador da saúde, uma área essencial para nossa sociedade. Nos valorize!”, argumentou.

A sindicalistas disse que, caso os direitos dos trabalhadores não sejam respeitados, os profissionais de saúde não descartaram a realização de greve.

“Esgotando toda negociação, vamos fazer manifestações nas ruas. Teremos que fazer uma paralisação e até mesmo uma greve”, destacou.

Cobrança

Em discurso na tribuna da Aleam, a representante dos profissionais de radiologia do Amazonas, Lígia Avelino, defendeu a respeito da Lei n° 7.394, de 29 de outubro de 1985. Segundo art. 16, o salário mínimo dos profissionais de radiologia é equivalente a dois salários mínimos, “incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade”.

Lígia falou que a lei deve ser cumprida e pediu que o Governo do Amazonas respeite o piso salarial dos trabalhadores.

“O governo já cumpre a nossa jornada de trabalho na respectiva lei, já concede a esses profissionais os 40 dias de férias, porém, ele não observa o piso (salarial) da categoria […] essa lei visa segurar o mínimo de dignidade condizente a nossa profissão. Gostaria de fazer um pedido aos deputados que cobrem do Executivo cumpra a lei. Quero destacar que essa lei é cumprida em Estados como Acre, Pará e Paraná, e gostaria que o Amazonas siga o mesmo exemplo”, disse.

O discurso ganhou apoio do deputado estadual Dermilson Chagas (Republicanos). Ele destacou que o Governo do Amazonas não valoriza os servidores públicos e pediu respeito aos profissionais da saúde.

“A Saúde deveria ganhar mais do que o piso nacional, porque esse Estado tem um superavit de arrecadação, desde 2019 até agora 2022. Se for fazer a conta, isso dá mais de R$ 15 bilhões. E cadê esse dinheiro? Pra onde foi? O Estado arrecadou a mais e ninguém vê esse dinheiro. O que se faz com esse dinheiro todo que não chega até o servidor público”, ressaltou o parlamentar.