“Esse programa (Mais Médicos) é relaxado”, diz o presidente do CRM/AM Jefferson Jezini

MANAUS-AM; 05/04/2011 - CIDADES - ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DE CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA - CRM, JEFFERSON JEZINI E O CHEFE DE FISCALIZAÇÃO, ANTONIO DE PÁDOA, SEBRE A PARALIZAÇÃO DOS MÉDICOS DAS COOPERATIVAS. FOTO:MICHAEL DANTAS/ACRÍTICA

A seleção pelo Ministério da Saúde do médico Carlos Jorge Cury Mansilla para atuar no programa “Mais Médicos”, na cidade interiorana de Águas Lindas de Goiás (GO), a partir desta quarta-feira (4), é classificada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas, o médico Jefferson Jezini, como “prova incontestável de que o programa Mais Médico é relaxado”, e que não está cuidando do nível profissional dos médicos que vão atuar no País. “Mais um aprova disso é a questão de não fazerem questão da revalidação do diploma. Eles não querem saber da qualidade da saúde que vai ser dada ao povo”, critica.

Jezini lembrou que, desde julho, o CRM interditou o médico Cury Mansilla, e que todas as providências foram tomadas para que os órgãos médicos de todos o País tomassem ciência da decisão. “O nome dele foi encaminhado para o Conselho Federal de Medicina que, por sua vez, comunicou todos os conselhos estaduais”, explicou Jezini – edital publicado pelo Radar, na manhã de hoje (3), na matéria anterior.  O Radar questionou o presidente do CRM sobre o fato de como pode um médico interditado ter sido contratado para atuar normalmente na profissão em outro Estado. “Eu também gostaria de saber. Essa pergunta tem que ser feita aos responsáveis pelo programa Mais médicos que não investigam, não buscam informações sobre os profissionais que irão atuar no programa. Se agem dessa forma quanto a qualificação dos médicos brasileiros, o que esperar quando se trata de estrangeiros?”, questiona  o presidente do CRM do Amazonas. (Any Margareth)