Projeto básico desmente empresa que diz não ter responsabilidade sobre a segurança de presos

Foto: Agência Brasil

O projeto básico (ver documento no final da matéria) feito pelo Governo do Estado onde constam os serviços a serem prestados pelas empresas contratadas para administração de presídios desmente a declaração da empresa Umanizzare, divulgada em nota oficial, de que não era a responsável pela segurança dos detentos nas unidades prisionais. A Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda recebeu do Governo de Melo, somente no ano passado R$ 326,3 milhões para administrar cinco presídios em Manaus e um no interior. Junto com outra empresa, a Auxilio Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda (antiga Conap) a Umanizzare recebeu mais de R$ 1,1 bilhão nos últimos seis anos.

No projeto básico está escrito: “É da competência da contratada a manutenção dos serviços de segurança interna pra a custódia e vigilância de internos na Unidade Prisional e o cumprimento dos mandados de soltura. É terminantemente proibido a utilização de armas de fogo, facas, cassetetes e outros instrumentos , pelos funcionários encarregados de efetivarem a segurança prisional no interior da Unidade Prisional , de acordo com as normas e procedimentos da Sejus (Secretaria de Justiça).

Está previsto, inclusive, no projeto básico, as normas a serem seguidas pelos denominados agentes de segurança e/ou disciplina. E no item do documento que trata de “postos de segurança” está previsto a contratação de 188 agentes por Unidade Prisional.

Após ler esse documento, fica claro que, no papel, tudo estava traçado para funcionar perfeitamente dentro dos presídios de Manaus, mas por algum motivo – que se sabe, mas é melhor não falar senão quem acaba sendo processada e quiçá presa sou euzinha – o Governo do Estado não cobrou os serviços que licitou e pelos quais pagou milhões dos cofres públicos. (Any Margareth)