Projetos desenvolvidos em Coari resgatam a cultura popular

Livro Coari 12

Lançamento do Livro “Uma literatura coariense”

A história de Coari é marcada pela diversidade cultural. Um povo de espírito hospitaleiro e orgulhoso de sua cultura. Coari da banana, do ouro negro. Nossa Rainha do Solimões. É essa Coari de tantas histórias e tradições que a atual administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo tem procurado resgatar e ao mesmo tempo  fomentar, através da implementação de projetos que têm como alvo o resgate a valorização da história de nossa terra, nosso povo, dos valores culturais à vida política e econômica. Porque acredita que buscar as origens de nossa formação histórica, entender as nossas raízes e especificidades é fundamental para compreendermos o que somos hoje e construirmos um amanhã mais próspero. Para tanto, tem-se apresentado para a à comunidade a nossa história através de exposições fotográficas e da publicação e reedição de obras literárias que ajudam a entender e desvendar a história de Coari. De aldeia à vila, da vila à cidade, da produção da banana à exploração do petróleo e do gás, da sua história política à sua história cultural. Além disso, outros projetos de fomento à cultura, em vários segmentos, estão movimentando a juventude coariense.

Lançamento do Livro Uma literatura coariense 2

Lançamento do Livro “Uma literatura coariense”

Projeto de valorização da Cultura Literária Coariense

Acreditando que a literatura é de fato uma manifestação artística indispensável para a formação cultural e social de um povo, a Prefeitura de Coari, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SECULT está dedicando uma atenção especial ao Projeto de Fomento à Cultura Literária Coariense, criado com o objetivo de incentivar a criação, à produção e a difusão literária coariense. O projeto funciona como uma espécie de estímulo à cultura ou promoção ao desenvolvimento cultural através do qual a SECULT incentiva à produção, o financiamento e a publicação de obras de autores coarienses, e ainda ajuda a difundir conhecimento distribuindo as publicações gratuitamente nas escolas da rede municipal e estadual de ensino.

E, por meio do Projeto Sexta Cultural, que reúne todos os segmentos da cultura local em eventos realizados em praças e ginásios da cidade, os autores têm a oportunidade de ter um contato direto com seus leitores e vice-versa. Durante os primeiros quatro meses da atual gestão, o projeto financiou a publicação de dois livros, Saga Ribeirinha e Uma Literatura Coariense. “Saga Ribeirinha” é um livro de poemas de autoria do jovem poeta coariense, Alex Alves.

Lançamento do livro Saga ribeirinha 1

Lançamento do livro Saga ribeirinha

Lançamento do livro Saga ribeirinha 2

Lançamento do livro “Saga ribeirinha”

Obra na qual o poeta expressa a solidão que o caboclo sente, os “passamentos” (dificuldades) dos ribeirinhos, o sofrimento do povo nas mãos dos maus políticos e ainda ensina como fazer uma farinhada. Já, a obra “Uma Literatura Coariense” foi organizada numa parceria de Archipo Góes e Daniel Almeida, respectivamente secretário e assessor de comunicação da SECULT. Com 100 páginas, o livro reúne 49 obras, em prosa e em versos, de autores coarienses que na sua maioria viviam no anonimato, mas também destaca o trabalho literário de três ícones da literatura coariense que pertenceram a escola literária Clube da Madrugada:  Francisco Vasconcelos, José Coelho Maciel e Erasmo Linhares. Mil exemplares da obra foram distribuídas nas escolas do município. Para o titular da pasta de Cultura e Turismo,

Archipo Góes, que também é pesquisador, escritor e poeta, “com esse trabalho o atual Governo Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, está estimulando o desenvolvimento intelectual de seus cidadãos através da leitura literária, contribuindo, assim, para que a literatura que se utiliza da língua como um instrumento de
comunicação e interação social, seja, pois, uma manifestação artística indispensável para a difusão da cultura e para a democratização do conhecimento”, garante o secretário.

Oficina de Literatura de Cordel

Oficina de Literatura de Cordel

Oficina de Literatura de Cordel

Oficina de Literatura de Cordel

Literatura de Cordel

No período de 10 a 25 de setembro, a SECULT promoveu a 1ª oficina de Literatura de Cordel de Coari, com a  participação de alunos do ensinomédio da rede estadual de ensino do município. A oficina objetivou desenvolver nos participantes o gosto pela leitura e a capacidade de escrita, através desse rico gênero da cultura popular brasileira, introduzido em Coari pelo ex-prefeito Alexandre Montoril, no início da década de 30 e popularizado pelo cordelista coariense, Chagas Simeão da Silva.

Através da literatura de Cordel é possível refletir e escrever sobre a história e a cultura coariense. O objetivo da oficina foi alcançado. Os participantes da oficina produziram um cordel coletivo que resultou na produção de um livreto de cordel de 24 páginas, intitulado “A história e a cultura coariense nas rimas do cordel”. A obra foi lançada neste domingo, 6 de dezembro, no auditório Silvério Nery. A obra é composta por 60 sextilhas – estrofes de seis versos, através das quais os 54 alunos que participaram da oficina demonstram uma impressionante capacidade criativa para poetizar nos versos e nas rimas do cordel, uma Coari de ricas histórias e cultura popular, como pode ser conferido no fragmento a seguir:

Terra de índios guerreiros,
Das tribos do Solimões.
Província de Machiparo,
De muitas aniquilações.
Tem sua história marcada,
Por particularizações.

Começando pelo nome
Pelo qual foi batizado,
Pouca gente sabe
O real significado.
Se buraco ou buraquinho?
Ou se Rio do Ouro encantado?!

O certo é que Coari,
Surgiu de uma aldeia.
Uma aldeia lá do lago,
Donde uirapuru gorjeia.
Disso não há dúvida
E não há quem titubeia!

De aldeia virou Freguesia,
Sob as bênçãos de Sant´Ana.
Quem denominou foi Fritz,
Um padre muito bacana,
Que passou aqui em missão,
Servindo à Igreja romana.

Todos fiquem atentos
Para o que agora vou dizer,
A cultura desse povo
É difícil de descrever,
Pois são tantas qualidades
Para a gente debater.

Coari cidade moderna,
Terra do gás natural.
Raízes de nós caboclos,
Onde tudo é sem igual.
Amamos nossa cultura,
Ela é linda e Magistral!

Reedição do livro “O tocador de charamela”, de Erasmo Linhares

Numa parceria firmada com a Secretaria de Estado de Cultura, já está em fase de editoração a reedição do livro de contos “O tocador de charamela”, do escritor coariense, Erasmo Linhares. A reedição do livro, publicado originalmente em 1979, terá uma tiragem de mil exemplares, e serão distribuídos, gratuitamente, para alunos das redes municipal e estadual de ensino de Coari, bem como a qualquer cidadão coariense, em saraus literários que serão promovidos em  praças da cidade. Erasmo Linhares nasceu em Coari, em 2 de julho de 1934. Morreu emManaus, a 16 de outubro de 1999. Nas histórias que criava, o cenário da terra natal era uma evocação constante. Formado em Comunicação pela
Universidade do Amazonas, Erasmo fez do jornalismo a sua atividade regular, ficando famoso como radialista.

Cinema cultural na praça

Cinema cultural na praça

Cinema cultural

O projeto Cinema Cultural, chamado popularmente de Cinema na Praça está levando às praças de Coari, desde o mês de julho, mostra de cinema gratuito à população. E, durante o mês da criança, numa parceria com a Secretaria Municipal de Educação – Semed e a Coordenadoria de Ensino do Interior – Seduc/Coari foram realizadas duas semanas de cinema infantil, para os alunos das escolas de Educação Infantil e de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com quatro
sessões diárias, no auditório municipal Silvério José Nery, atingindo
mais de 10 mil crianças.

Escola de música

Durante a solenidade da aula inaugural do Curso de Iniciação Musical,ocorrida no dia 26 de outubro, no auditório Silvério Nery, com a participação do prefeito de Coari, Raimundo Magalhães, da primeira-dama e secretária de desenvolvimento social, Eliete Magalhães, do secretário de cultura, Archipo Góes e do presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Coari (CMPCC), Adal Silva foi instituída a Escola Municipal de Música de Coari, que tem como objetivo prover aos alunos a partir de 8 anos de idade uma profunda e diferenciada formação musical, de modo que estejam aptos a atuar como instrumentistas ou cantores profissionais em orquestras, coros, grupos camerísticos, na área de correpetição ou na carreira solista. O Curso de Iniciação Musical está acontecendo no auditório Silvério José Nery, de segunda a sábado, das 17h30min às 19h30min, com a participação de 450 alunos.

Maestro Souza - Escola de Musica

Maestro Souza – Escola de Musica

E, está sendo ministrado pelo maestro e trombonista, Gilberto Souza, da Ordem dos Músicos do Brasil,seção Amazonas – OMB/AM 3529/2004. O curso irá funcionar em duas etapas, a primeira terá a duração de três meses, com aulas de teoria musical e a segunda etapa terá a mesma duração, mas as aulas serão de prática instrumental, com os seguintes instrumentos: flauta doce, violão, trombone de vara, trompete, sax alto e sax tenor, bombardino, tuba, clarinete e percussão em geral.

Segundo o secretário de cultura, Archipo Góes, a Secult, juntamente com o recém instalado Conselho Municipal de Política Cultural (CMPCC) está trabalhando para que no final do Curso de Iniciação Musical, os alunos que mais se destacarem participem de um curso de formação de novos monitores para curso de iniciação musical. Outra meta do curso é formar a Banda de Música Municipal, uma tradição da cultura coarienseb desde o início do século XX, quando o município ainda era administrado por superintendentes, mas que há muitos anos deixou de existir.

Nesse mesmo sentido, está se trabalhando, junto à Secretaria de Estado de Cultura, para que durante o cumprimento dos cursos e atividades acima citados seja instalada uma extensão do Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro no município, para que a Escola Municipal de Música de Coari seja transformada no Centro Municipal de Artes de Coari, onde irá funcionar, com recursos do Fundo Municipal de Cultura – em fase deimplantação – e as parcerias que estão sendo firmadas com entidades públicas e privadas, os cursos permanentes de música, dança, teatro, cinema e produção literária.

“A primeira coisa que fizemos ao assumir a pasta de cultura, em abril deste ano, foi elaborar um plano de ação que, levando em consideração a realidade sociopolítica em que Coari estava vivendo, pudesse ser executado. Sendo que uma das prioridades que foram listadas no nosso planejamento foi a efetivação do Sistema Municipal de Cultura(SMC), que habilita o município a estar integrado ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), possibilitando a Secretaria de Cultura e Turismo a concorrer aos editais de projetos culturais de nível estadual ev nacional, mas que se arrastava há mais de três anos.

Atualmente, com muito esforço e dedicação, procurando envolver todos os segmentos culturais do município, já estamos na última fase para a consolidação do SMC, com a instalação do Sistema Municipal de Financiamento à Cultura (Fundo Municipal de Cultura), uma vez que a penúltima fase desse processo se deu com a posse dos conselheiros do Conselho Municipal de Política Cultural de Coari (CMPCC) ocorrida no dia 23 de setembro, e isso, aliada as parcerias que estamos firmando com instituições públicas e privadas nos dar a certeza de que estamos no
caminho certo! E ao mesmo tempo em que estamos fazendo um trabalho de resgate também estamos promovendo uma revolução no fomentando à cultura”, pontuou Archipo Góes.

Por Daniel Almeida

Oficina de teatro 2

Oficina de teatro