Promotor do caso Mariana Ferrer é alvo de investigação do Conselho Nacional do MP

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A atuação do promotor de justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MP – SC), Thiago Carriço de Oliveira, durante a audiência de instrução do caso Mariana Ferrer, será alvo de investigação por parte da Corregedoria Nacional, órgão vinculado ao Conselho Nacional do MP – SC (CNMP).

Hoje (4) o CNMP informou que a Reclamação Disciplinar foi instaurada no dia 9 de outubro após o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos representa contra o promotor. Segundo a instituição corregedora, foi solicitado ao MP – SC informações sobre o promotor Thiago Carriço. O teor das informações solicitadas não foi divulgado.

O caso

A publicitária Mariana Ferrer, 23 anos, acusou de estupro o empresário André de Camargo Aranha, 43. Segundo a vítima o crime ocorreu em dezembro de 2018, durante uma festa em Jurerê Internacional (SC) onde a publicitária, que há época tinha 21 anos, era promotora. Um vídeo da audiência de instrução publicado ontem (3) mostra a jovem sendo assediada moralmente e humilhada pelo advogado de defesa do réu, Cláudio Gastão da Rosa Filho. No vídeo, Mariana pede ajuda ao juiz, Rudson Marcos para cessarem as agressões verbais do advogado e ele não faz nada. O promotor de Justiça do caso, Thiago Carriço de OLiveira, criou uma nova figura jurídica que está sendo apontada como a justificativa da absolvição do réu, o estupro sem dolo, ou seja, quando não há intenção de estuprar.