Proposta do governo federal de criar novo imposto põe em risco permanência de empresas na ZFM, alerta deputado

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A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, que cria mais um tributo sobre o faturamento das empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM), foi criticada pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), nesta terça-feira (29).

Segundo Serafim, o projeto é equivocado, já que diminui a competitividade dos produtos e põe em risco a permanência das empresas na região. O governo federal, no entanto, afirma que a medida tem como objetivo manter um fundo sustentável para preservar as florestas.

“Isso é um equívoco com várias facetas. A primeira faceta é que isso diminui a competitividade dos nossos produtos. Se os nossos produtos têm uma competitividade maior, é claro que eles perdem competição para os produtos importados e produtos fabricados em outros estados”, alertou o deputado.

De acordo com a proposta do governo federal, a ampliação da taxa iniciaria com empresas do setor de informática e, posteriormente, o percentual seria estendido a outros setores que atuam no parque industrial, como, por exemplo, o de motocicletas e eletrônicos.

Ainda segundo o líder do PSB na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), a insegurança jurídica é outro problema a ser enfrentado no país e que afeta diretamente o relacionamento com companhias estrangeiras, o que tem feito algumas delas deixarem o Polo Industrial de Manaus (PIM).

“O Brasil é o campeão mundial de insegurança jurídica. O investidor vem para cá, aprova o projeto e quando chega no meio do jogo muda a regra. Não foi à toa que a PepsiCo foi embora daqui. A Sony já marcou o dia para sair e isso acaba virando uma escalada, que eu diria efeito dominó. Quero me manifestar contrariamente a essa pretensão de criar mais um tributo para a ZFM”, concluiu.