Protestos contra reajuste da tarifa de ônibus tomam conta de diversas cidade do País

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Os protestos em São Paulo foram até quase meia-noite. Segundo informações da própria Polícia Militar 161 pessoas foram presas e dois policiais teriam ficado feridos. No quarto dia de protesto, houve confronto ainda piores entre manifestantes e a PM, que usou bombas de gás e balas de borracha. Segundo jornais de São Paulo, jornalistas teriam sido agredidos e ficaram feridos. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse que teria mandado apurar se houve excessos por parte da polícia.

No Rio de Janeiro, até às 20h45 tudo transcorria pacificamente. O confronto entre manifestantes e policiais começou quando os estudantes decidiram sentar no cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas. Os policiais tentaram tirar os manifestantes e desbloquear o trânsito. Alguns foram arrastados e presos. Pelo menos 18 pessoas foram detidas, embora a polícia não confirmasse o número oficialmente.

Em Porto Alegre, a Brigada Militar e os manifestantes que protestavam contra o valor da passagem de ônibus entraram em confronto na noite desta quinta-feira (13) na área Central da cidade. O trânsito foi totalmente bloqueado na Avenida João Pessoa, uma das mais movimentadas da capital, onde começou a confusão. Vinte e três pessoas foram presas e dois manifestantes ficaram feridos.

Cerca de dois mil manifestantes protestaram contra o preço da tarifa do transporte público da capital gaúcha. Eles derrubaram contêineres e jogaram pedras contra integrantes da Brigada Militar.

A polícia avançou contra o grupo usando bombas de gás lacrimogênio, de efeito moral e balas de borracha. A confusão iniciou na Avenida João Pessoa e só foi controlada na Avenida Venâncio Aires, perto do Hospital de Pronto Socorro. Lixeiras foram queimadas e vidros de uma agência do Banrisul foram depredados. Os manifestantes utilizaram contêineres de lixo para se proteger do ataque policial.

Ao contrário das outras manifestações contra o aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre, desta vez a Brigada Militar efetuou a prisão de manifestantes. A polícia prendeu um grupo dentro de um bar na esquina da Venâncio Aires com a José do Patrocínio e deu a ordem de prisão para diversas pessoas.

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS) determinou que a tarifa de ônibus de Porto Alegre continue em R$ 2,85. O relator da medida cautelar destinada à Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), conselheiro Iradir Pietroski, argumentou que os cálculos apontam que o reajuste para R$ 3,05 apresenta erros e inconformidades.

Em Maceió, estudantes também foram às ruas, na tarde desta quinta-feira (13), em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus. A concentração foi em frente à Transpal, na Avenida Buarque de Macedo, e em seguida saíram em passeata pelas ruas do centro. O aumento proposto é de R$ 2,30 para R$ 2,85. Para o Wibson Ribeiro, da Assembleia Nacional dos Estudantes (Anel), até a tarifa atual é abusiva. “Isso não pode ser cobrado com a frota oferecida. São poucos ônibus e nós queremos melhorias na condição do transporte”, diz.

Naquela cidade, o valor da tarifa de ônibus vai permanecer em R$ 2,30, segundo decisão do desembargador James Magalhães de Medeiros, que emitiu parecer para que haja uma nova análise das planilhas de custos das empresas.

Também houve protesto em Sorocoba (SP), onde cerca de 200 estudantes realizaram mais um protesto contra o aumento na tarifa. De acordo com informações da Guarda Civil Municipal (GCM), os manifestantes percorreram algumas vias da região central, até chegar ao terminal de ônibus ‘Santo Antônio’.

Durante a manifestação, os ativistas levaram cartazes e gritaram palavras de ordem contra o preço da tarifa de ônibus.