Próximo governador do AM terá desafio de restabelecer o controle das contas e retomar investimentos, avalia Eduardo Braga

Em encontro com empresários da construção civil, senador criticou capacidade econômica do governo, e prevê que o Amazonas vai passar por sérios problemas nas contas públicas

Foto: Divulgação / Assessoria

Em um encontro realizado nessa sexta-feira (08) com um grupo de empresários e diretores do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon), o senador Eduardo Braga (MDB/AM) afirmou que o próximo governador do Estado terá o grande desafio de restabelecer o controle do custeio das contas, e retomar a capacidade de investimentos em obras públicas.

Braga, que já foi governador do Amazonas por duas vezes, afirmou que o governo estadual terá R$ 30 bilhões de receita no orçamento do próximo ano, com a previsão de encerrar a administração com um superávit de R$ 8 bilhões de arrecadação com impostos e transferências de recursos.

A capacidade de investimento do governo desapareceu, não existe. O Estado está investindo se endividando. Muitas vezes se endividando para custeio. Agora mesmo está se endividando em U$ 200 milhões com o Banco Mundial. Para que? Custeio! Então, perderam o controle da gestão. E a consequência disso no futuro será desastroso para quer for o próximo administrador“, analisou Eduardo.

O senador disse que o próximo governador terá o compromisso de garantir a retomada das obras públicas, principalmente em escolas, hospitais e infraestrutura na capital e no interior. “Não podemos mais admitir o que aconteceu no João Lúcio, no dia de chuva, que choveu mais dentro do que fora, e o hospital havia passado por uma reforma de R$ 16 milhões”, lembrou Braga.

Dinheiro em caixa

O senador Eduardo Braga disse que, no trajeto de carro, de sua residência no bairro Ponta Negra, zona Centro-Oeste, até o local de encontro com os empresários, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul, demorou mais do que imaginava, por conta de diversos congestionamentos que passou em longo de cerca de 20 quilômetros.

Ele lembrou que, quando saiu do governo, em 2010, para concorrer a vaga no Senado, deixou R$ 2,4 bilhões em caixa, e projetos aprovados pelo BNDES, para a construção do BRT e do Monotrilho. “Infelizmente, 11 anos se passaram, o dinheiro foi devolvido ao banco. E a consequência está aí: uma cidade com mobilidade urbana estrangulada”, lamentou Eduardo Braga.

No entendimento do senador, o que está acontecendo hoje no governo é muito triste. “Porque todo mundo vê, todo mundo ouve, e ninguém faz nada. E o resultado é o povo sofrendo, o que é pior”, voltou a lamentar. “Agora, é possível mudar? É! É possível mudar a capacidade de investimento do Estado? É! Então não podemos perder a esperança”, finalizou Eduardo.

(*) Com informações da assessoria