Anúncio Advertisement

Quando o tijolo e o cimento passaram a valer mais que a vida humana?

Sendo assessora de imprensa de tantos gestores como euzinha fui, vi que a “cara” de um governo está exatamente nas prioridades das respectivas administrações para investir o dinheiro público. Ao longo do tempo, confesso, amarguei a decepção com alguns gestores – com outros não – que faziam investimentos de milhões em obras bem no momento em que a saúde estava combalida e a educação sem qualidade adequada. Sua excelência – os empreiteiros que me desculpem por eu querer que eles ganhem menos dinheiro. Wilson Lima mostrou a cara de seu governo, na quarta-feira (13), quando anunciou um pacote de obras de R$ 800 milhões, enquanto as deficiências na saúde pública não estão resolvidas. Pessoas continuam reclamando da falta de medicamentos e de material para a realização de cirurgias, por exemplo. E aí voltou à minha mente o mesmo questionamento dos decepcionantes governadores que assessorei: quando foi que o tijolo e o cimento passaram a valer mais que a vida humana?

E que fique bem claro que o Radar, de forma nenhuma é contra se asfaltar ruas de cidades do interior do Estado que estão um verdadeiro atoleiro. Mas, no caso das obras também há de se ter prioridades. O próprio Governo diz que em seu pacote de obras tem praças e áreas de lazer – isso é prioridade meu povo? E como um ser humano vai pras pracinhas e áreas de lazer do Wilson sem ter saúde?

E foi só eu questionar isso, em Live, feita pelo Facebook que lá veio um monte de gente do Governo dizer que esse dinheiro é fruto de empréstimos passados e “está carimbado”, trocando em miúdos só pode ser usado em obras.

Só que a trupe do Wilson Lima esquece que na escola que eles estudaram eu fui expulsa por mau comportamento, ou seja, conheço essas artimanhas de quem está no Poder de dentro pra fora, como repórter em várias administrações públicas. Primeiro, Wilson Lima e seus secretários têm que começar a provar o que dizem. Tudo que eles alegam para os veículos de comunicação e para a população é só no “lari lari” e no “disse me disse”. Não tem qualquer documento. Depois, já vi governador arrumar tudo que é jeito pra remanejar dinheiro de uma rubrica para outra, tudo que é jeito mesmo! – é só lembrar que o dinheiro para projetos de desenvolvimento do interior foi parar – diz que – na saúde, né mesmo meu povo, tanto com José Melo quanto com Wilson Lima. Como euzinha costumo dizer: já vi até boi voar na minha terra – no Festival de Parintins ele voa, literalmente falando, né gente!

A conclusão dessa história é que Wilson Lima mostrou a “cara” do seu “Governo do novo” e ela é tão velha e decepcionante quanto os governos onde trabalhei um dia! Que cara feia, Wilson!