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Que a Justiça também esteja em “Estado de Emergência”

No início do ano, prefeitos recém-eleitos, sob alegações de que seus antecessores deixaram os municípios com diversos problemas emergenciais como falta de coleta de lixo, recapeamento asfáltico, merenda escolar e etc,etc,etc.., assinaram decretos de Estado de Emergência, e com isso justificaram inúmeras dispensas de licitação, algumas no valor de milhões. Só cego é que não consegue ver sinais visíveis de irregularidades nessas dispensas de licitação.  Afinal, qual a emergência na contratação de advogados por parte dos prefeitos, pagos com dinheiro público, se essas prefeituras têm suas procuradorias? Será que não é estranho, a mesma empresa, no mesmo dia, ganhar dispensas de licitação no valor de R$ 8 milhões? São inúmeros os exemplos de casos similares a esses. E, agora, lá vem mais um monte de Decretos de Emer gências, e mais uma “enxurrada” de dispensas de licitação, sob a justificativa da enchente, para a compra de madeira, cestas básicas, aluguéis sociais para retirar gente da area de risco e etc,etc,etc…Não se questiona os males sofridos pela população por conta da enchente, e a necessidade do Poder Público de desenvolver ações para socorrer essas famílias, mas o dinheiro público não pode, e não deve, ser utilizado para outros fins. E, infelizmente, tem gente que não possui o menor escrúpulo de levar vantagem com a desgraça do povo. O único “remédio”, nesses casos, seria a ação imediata da Justiça para evitar que o dinheiro público escorra pelo “ralo” (ou melho para o bolso) da corrupção. Mas, que a Justiça, esteja tão em “Estado de Emergência”, atue com tanta “urgência”, quanto essa gente desonesta e inescrupulosa que, rapidamente desaparece com os recursos públicos, e deixam  os municípios num estado de calamidade pior d o que um fenômeno natural como a enchente.

Que morosidade é essa, minha gente?

E, não dá pra entender – quer dizer, que dá,dá, mas a gente tem até medo de pensar, que dirá de dizer – essa morosidade, essa falta de atitude, para conter a sanha dessa gente que vive para se beneficiar do dinheiro público. Como pode, um hospital, como o de Silves, estar em construção há 18 anos, e já ter “consumido” R$ 3 milhões do dinheiro do povo, e esse mesmo povo não ter um lugar adequado para receber assistência médica? E, os fiscais da Lei do Ministério Público, por onde andaram nesses 18 anos? E o Tribunal de Contas, não conseguiu fazer as contas do dinheiro gasto pelos administradores públicos, com seus aditivos de valor no preço de uma obra que nunca acaba?

Quando 2+2 não são quatro

E, é desalentador e revoltante saber as afirmações que esses administradors fazem quando ficam sabendo que vão ser julgados, ou tiveram contas rejeitadas, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Fontes do Radar, que em seus municípios acompanham de perto os atos dessa gente, reproduzem afirmações como: “Caso alguma coisa der errado, ainda cabe recurso”. Ou, mais uma: Isso leva anos pra ser julgado. E ainda: “Não esquenta, eu vou sair da Prefeitura e isso não vai dar em nada”. E ainda os mais descarados: “Quem tem padrinho, não more pagão (o mesmo que dizer que a politica da influência vai livrar sua cara na Justiça). E, o pior é ver que realmente são feitos cálculos e mais cálculos, onde a conta nunca dá um número exato, e os anos se passam, e de rep ente o processo é arquivado com o absurdo (pra não dizer coisa pior) parecer de que “perdeu o objeto”. E, é como se a gente tivesse ouvindo, bem no pé do ouvido, uma risada debochada dessa gente!