Que crise que nada! Mesa Diretora cria mais cargos na Assembleia Legislativa

Através de um projeto de Resolução Legislativa (º 11/2017), de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), presidida pelo deputado Davi Almeida, foram criados mais oito cargos na Casa, numa demonstração que o discurso de crise fica apenas na hora de votar a favor de aumento de impostos para que o Governo de Melo arrecade mais e assim possa bancar as benesses que os deputados concedem a si próprios. A aprovação foi feita meio que na surdina, na quarta-feira passada (12) pra ninguém saber, mas o Radar acabou descobrindo.

Para justificar a existência de mais cargos no Legislativo, o projeto prevê que os partidos que têm só dois parlamentares na Casa vão ter direito também ao cargo de vice-líder partidário. Antes, as siglas partidárias que tinham esse direito possuíam três parlamentares ou mais. Isso é o mesmo que dizer que, num partido que tem dois parlamentares, o deputado vai ser vice-líder de si mesmo e do líder. Pode gente?

E, cada vice-líder partidário, vai ter direito a dois assessores. Um dos partidos que agora terá vice-líder na Casa, é o PROS do governador José Melo, cujo líder é o deputado Belarmino Lins, o Belão. O outro deputado do partido na Casa é Sidney Leite que, obviamente, vai ser o vice-líder, já que só tem ele mesmo pra ocupar o cargo, né mesmo gente?

Outros três partidos vão ter seus respectivos vice-líderes e, consequentemente, dois assessores para cada um deles: O DEM, do líder do Fora Dilma deputado federal Pauderney Avelino, o PR do deputado federal Alfredo Nascimento e o PT do deputado estadual Sinésio Campos. Com os quatro partidos tendo vice-líderes, e cada um deles, tendo dois assessores, são oito cargos a mais na estrutura da Assembleia.

O único a votar contra o projeto foi o deputado petista José Ricardo Wendling, confrontando-se com a posição dos outros deputados e, inclusive, com o próprio líder do seu partido (PT) na Casa, o deputado Sinésio Campos. Já que o PT só possui dois deputados, José Ricardo ocuparia, automaticamente, o cargo de vice-líder, mas ele não parece nem um pouco interessado já que foi contra o projeto.

José Ricardo explicou sua posição dizendo não achar certo os deputados criarem mais despesas num momento de crise.

Já o presidente da Casa não viu nada de errado na criação dos cargos e, inclusive, defendeu a propositura de autoria da sua Mesa Diretora. (Any Margareth)