Que “droga” é essa, minha gente!

Todos os dias, amanhecemos aqui no Radar com mensagens sobre a apreensão de entorpecentes. É oxi, cocaina, crack, maconha, pípulas de ecstasy, drogas de todos os tipos, muitas vezes aos quilos. Na semana passada, nos lembramos que, num só dia, foram 80 quilos numa só apreensão. E ainda é assustador se notar que essas ocorrências acontecem por toda a cidade, nos mais diversos bairros, em vias públicas, dentro dos terminais, em portas de escolas, em bares, em locais públicos, como observamos nas informações repassadas pela assessoria de imprensa da polícia.  Antes o que se via (ou pelo menos parecia) que o “mapa” do tráfico, pela cidade, ficava restrito as áreas isoladas, verdadeiros “guetos” onde os usuários só iriam encontrar a droga se fossem até essas determinadas “bocas de fumo”. E nos deparamos, de repente, com um “comércio” ao ar livre, às claras, tão acessível como comprar bombons na porta da escolar, ou banana na feira. E ainda tem as ocorrencias que chegam do interior do Estado, apreensões feitas em vários municípios de grandes quantidades dessas substâncias e quadrilhas organizadas para o tráfico, com suspeitas do envolvimentos de comerciantes, guardas municipais, e até de agentes públicos, que se utilizam das nossas “barreiras” geográficas, matas, rios, distâncias, e outras características que tornam ainda mais difícil o combate a esse tipo de crime.  Mais um agravante que tem nos deixado tensos e preocupados é a quantidades de meninos e meninas, menores de idade usados pelo tráfico. E a rapaziada aqui do Radar anda se perguntando, afinal o que está acontecendo? De onde está vindo essa imensa quantidade e diversidade de entorpecentes? A situação já estava deste jeito, e só esta ficando visível por causa da efetiva ação da polícia, ou há um aumento asustador do comércio das drogas e da ação dos traficantes?  E como vão ficar as nossas já lotadas cadeias com essas prisões diárias de pessoas envolvidas no tráfico? E, esperamos não estar sendo trágicos, mais estamos entorpecidos com o pavor de vivermos um estado de sítio onde ninguém, magistrados, polícia, politicos, jornalistas, e muito menos nossos filhos, estão em segurança.

E por falar em ficar entorpecido…

Sem precisar do uso de drogas, vimos fatos que parecem próprios de quem está no mundo da lua, e que nos deixam entorpecidos (retardar ou suspender o movimento, enervar, tirar a energia). Um exemplo disso é a causa justa defendida da tribuna pelo vereador Waldemir José (PT) que decidiu lutar pela redução do preço da tarifa do transporte coletivo por conta da aprovação da Medida Provisória 617, do Governo Federal que zera as alíquotas do Progroma de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (coffins) pagas pelas empresas do setor de transporte coletivo urbano de todo o País. Tá certo que o Governo Federal detrminou que a contrapartida das empresas fosse a manutenção e/ou diminuição no preço da passagem de ônibus, mas sabe quando isso vai acontcer. Nunca? Isso não ocorreu nem mesmo com a isenção de mais de R$ 120 milhões de ICMS sobre o diesel concedida pelo Governo do Estado, por que aconteceria agora. Pura alucinação!

Força-tarefa

E já que estamos falando de “drogas” e de casos de polícia, a expressão “força-tarefa”, muita usada em folhetim policial foi utilizada para definir a ação a ser desenvolvida pelos vereadores Sildomar Abtibol (PRP), Arlindo Jr. (PPL), Marcelo Serafim (PSB), Júnior Ribeiro (PTN) e David Reis (PSDC) junto às empresas de telefonia (umas drogas) para que melhorem o serviço prestado à população, em toda a cidade (um caso de polícia), antes da realização da Copa do Mundo de 2014. Essa é uma tarefa das mais árduas, e torcemos para que se precisar usar a “força” nessa “tarefa” de conscientizar esses empresários de como infernizam a nossa vida, que façam algo parecido (sem violência, gente!) com o filme Tropa de Elite: “Pede pra sair!”