Quem poderá nos salvar da insanidade que assola o País

Como alguém pode achar normal o que está acontecendo no Brasil? Por que será que ninguém faz cessar essa onda de insanidade mental que tem deixado doente toda uma Nação? Afinal, como manter a sanidade diante de um governo insano? Essas são perguntas que me faço todo os dias, ao mesmo tempo em que realizo um esforço sobre-humano para não perder a lucidez e aprender a odiar. E todos os atos insanos são decorrentes da política de um mesmo homem que, por uma daquelas situações tragicômicas da vida, se chama Messias Bolsonaro.

Todos os dias somos “massacrados” mentalmente por atos desumanos. Temos um ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que faz “passar a boiada” por cima das leis ambientais, que desmonta os órgãos de proteção ambiental e, com isso, provoca os desmatamentos e as queimadas, o “inferno” tomando conta das nossas florestas, animais sendo queimados vivos. Ele chega a dar entrevista falando para senadores da República em defesa da criação de gado e de um tal de “fogo frio” – o mesmo que incêndios controlados – que, segundo ele, evitariam queimadas no Pantanal. E diante de tamanha insanidade, senadores da República não tomam providências contra o ministro, uns até elogiam. E eu aqui, pensando em como gostaria de fazê-lo sentar-se no “fogo frio.

 E existe maior insanidade do que uma ministra da Mulher que se posiciona contra um direito garantido pela Constituição Federal, de que a mulher realize um aborto se for consequência de estupro. Só existem duas alternativas nesse caso, ou se muda a Constituição Federal ou se muda a ministra. Damares Alves. Mas, nem uma coisa nem outra acontece no Brasil. Pelo contrário, a pastora evangélica desatinada ainda disse que “a gravidez é um problema que só dura nove meses” e chegou a defender um projeto apelidado de “Bolsa Estupro”: um auxílio de R$ 85,00 mensais pagos pelo estuprador à gestante estuprada, ou seja, no Brasil haveria a legitimação de um estupro e de uma gravidez com um pagamento de R$ 85,00 à vítima violentada e humilhada pelo estuprador.

A ministra da Mulher desconsidera todas as lutas e conquistas das mulheres quando prega que o “o homem é o líder” e a mulher “submissa ao homem”, mas uma de suas frases mais famosas é a que a lunática diz que menina veste rosa e menino veste azul, uma afirmação que parece inofensiva para muitos, mas é extremamente perigosa no país em que mais se mata travestis e transsexuais, que têm o direito constitucional de se vestirem como quiser, inclusive de rosa. Mas o que interessa a Constituição no governo da insanidade né mesmo? E quem deveria fazer cumprir a Constituição se cala.

E poderíamos passar aqui horas descrevendo as bizarrices de um governo que tem, por exemplo, uma ministra da Agricultura que, na verdade, está mais pra quem gosta de gado do que de plantação. A deputada federal licenciada do Democratas de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, presidia a Frente Parlamentar Agropecuária, conhecida popularmente por “bancada ruralista”, já foi apelidada de “Musa do Veneno” por defender o uso de agrotóxico e já disse a aberração de que o “boi é o bombeiro do Pantanal”.

E, não vou nem me alongar, em falar sobre o general ministro da saúde do Brasil que se resume em bater continência e ser um mero cumpridor de ordens dadas pelo presidente capitão Messias Bolsonaro, mesmo as mais estapafúrdias, como colocar obstáculos para a compra de uma vacina contra Covid-19 enquanto o Brasil acumula milhares de mortos pela doença.

E com toda essa carga de loucura vivenciada todos os dias, provocando raiva, ansiedade e depressão em muitos brasileiros, que já têm acumulado tantas perdas durante a pandemia, o governo da insanidade ainda prepara o chamado “revogaço”, onde mais de cem portarias sobre saúde mental seriam extintas, ameaçando diversos programas e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o que significaria o desmonte das políticas públicas de saúde mental implantadas durante mais de duas décadas no Brasil.

Mas, no governo da insanidade, não se precisa de saúde mental. É mais necessário ter um revólver, o que Messias Bolsonaro tornou muito mais fácil com a isenção de impostos para a importação de revólveres e pistolas. Ainda bem que, pelo menos nesse caso, enfim alguém teve a lucidez de suspender a medida insana, o ministro Edson Fachin.