Quer dizer que o “papai político” Negão de Eiru (nepé) agora é o capeta, é gente? Êta estratégia maldita!

sobe melo

Assim como contou o Radar, que tem irmãos RR (Repórter-Radar) até dentro da Assembleia de Deus , no dia 16 de maio, numa reunião no Centro de Convenções Canaã, mesmo antes de falar com os irmãos da igreja e os pastores líderes de células  – tá vendo como o Radar também é sinônimo de conhecimento religioso? -, os irmãos Câmara, deputado federal (um que sempre foi obreiro e não se sabe como virou pastor) Silas Câmara e seu irmão pastor Jonatan Câmara, decidiram jurar de pé junto – melhor não usar o nome do Livro Sagrado pra esse tipo de imbróglio político – que a igreja Assembleia de Deus, denominação evangélica com o maior número de seguidores no Amazonas (cerca de 600 mil) iria apoiar o governador José Melo à reeleição.

O acordo de apoio político, como de costume, não se baseava em critérios muito “divinos”. Estava mais para o método pagão do toma lá, dá cá, com um acerto financeiro de milhões e apoio jurídico para tentar reverter uma pendenga na Justiça que envolve os Câmara em disputa pelo comando nacional da igreja, e o pastor José Wellington, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus. Mas, como bem previu o Radar – e olha que a gente nem tem o poder da vidência – assim como aconteceu em eleições passadas, tudo indica que a costumeira pregação de Silas Câmara que “as ovelhas têm que ouvir o pastor para o bem da igreja e do futuro do povo de Deus” não está mais sendo aceita como mensagem dos Céus. Pelo visto, as “ovelhas” decidiram seguir mais a pregação religiosa, do pastor José Wellington e menos a pregação política dos Câmara. Diante de desígnios que vão contra as suas vontades, onde Melo não consegue subir nas pesquisas nem com culto de descarrego, os Câmaras decidiram usar a velha estratégia, mais para Antigo que Novo Testamento, da luta de Deus contra o Diabo, e endemoniar a campanha de Braga a onde o mais recente escolhido para fazer o papel do cramulhão é o ex-governador e ex-prefeito Amazonino Mendes, que numa visão infernal criada por eles se transformou no “caboclo Negão de Eirú (nepé)”, que está a um passo de “ungir” Braga como seu candidato ao Governo do Estado. Resta saber se as “ovelhas” vão esquecer do tempo em que Silas chegou a articular sua candidatura na chapa de Amazonino à prefeitura de Manaus, como seu vice, e nesses tempos o Negão não era apontado como cramulhão.

“Papai capeta?”

Silas-Amazonino

Só que essa estratégia já nasce com ares de maldição, já que como diz na Bíblia Sagrada “o mal é o que sai da boca do homem”, e Melo pecou pelas palavras e pelo excesso de empolgação, nada politicamente correto, ao ver Amazonino em sua posse, aplaudindo sua chegada ao Governo do Estado. Melo lembrou dos tempos que o Negão, em uma de suas muitas pescarias, lá pelos beiradões, teria feito o papel de pescador de homens e o fisgado do anonimato para o mundo político. Chamou Amazonino de seu “pai político”, e agora será que vai poder chamar “papai” de capeta? Com essa estratégia, pode morrer pela boca que nem peixe pelo anzol, estratégia que Amazonino conhece como ninguém! (Any Margareth)