Racismo: pai e filho são impedidos de entrar em carro de motorista de app

Ocorrência foi registrada nesta segunda (2) e a Polícia Civil do DF (PCDF) investiga o caso

Arquivo pessoal

“Preto não vai entrar aqui”. Essa foi a frase que o autônomo Patrick Vinícius Gomes de Souza (foto principal), 25 anos, ouviu ao tentar embarcar no carro de um motorista do aplicativo 99. O caso de racismo ocorreu na última sexta-feira (30/7), no Guará. A ocorrência foi registrada nesta segunda (2/8) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga os fatos.

Pai de dois filhos, Souza estava com o menor, de apenas 3 anos, nos braços quando se deparou com as portas do veículo travadas. “Não deu tempo de entrar. Estávamos atrasados para a creche. Foi até por isso que pedi o carro pelo app. O motorista foi até o nosso endereço, mas assim que nos viu, recusou-se a prestar o serviço. Disse que preto não ia entrar no carro dele logo pela manhã”, lembrou.

Souza desabafou dizendo que, no momento da discussão, ele sentiu raiva, mas que agora sente indignação. “Ao longo da vida, já passei por episódios de racismo, mas nunca dessa forma, na frente de todo mundo, com o meu filho. Passamos muita vergonha”, disse ao Metrópoles.

A reportagem procurou a 99. Em nota a empresa afirmou que lamenta “profundamente o ocorrido com o passageiro Patrick Vinícius. Assim que tomamos conhecimento do fato, banimos o motorista do app. Além disso, estamos em contato com Patrick para oferecer suporte e nos encontramos disponíveis para colaborar com as autoridades”, diz o texto.

A empresa acrescentou que a plataforma tem uma “política de tolerância zero a casos como esse e repudia veementemente qualquer ato discriminatório.”