Radar eleições 2016: pode processar e até me esculhambar, mas não tentar mandar no Radar

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Sei que os antenados e sagazes leitores do Radar, logo nos primeiros parágrafos desse texto, vão pensar: o que será que ela quer dizer com tudo isso? Mas, peço licença aos amigos do Radar pra me alongar um pouco porque acredito que há coisas que precisam ser ditas. Ainda nem tinha começado a eleição desse ano, o Radar – ler euizinha, Any Margareth  – decidiu que a turma aqui do site não ia se envolver em campanha política. Pra começo de conversa, o Radar não fechou nadica de nada pra fazer campanha pra ninguém. Que isso não seja confundido com o discurso hipócrita de quem diz fazer comunicação sem dinheiro, apenas por convicção, por estar do lado do povo, em defesa da população, e mais um monte de nhem nhem  nhem, disse me disse e lari lari…

Esses, inclusive, são os piores. São os que mais ganham dinheiro com a publicidade oficial. Chegam a ter contratos de quase um R$ 1 milhão por mês com o Governo, mas não assumem isso nem que tenham que jurar sobre à Bíblia. E, em tempos de eleição, tentam enganar descaradamente a Deus – esse eles não enganam não, né gente? – e todo mundo – parece que não tá colando dessa vez não! – com a conversa de imprensa imparcial, aquela que não tem lado, só escreve pelo bem do povo – então tá né! Quem consegue manter uma estrutura de comunicação sem dinheiro, meu povo? É muita lambança, né mesmo!

Mas, no Radar não tem lambanceiro não! Aqui se tem lado sim! Nem que seja por predileções pessoais, como no caso da eleição desse ano! E, isso nada tem de errado. É um direito nosso como cidadãos que somos. Ou alguém acredita no papo que jornalista se “despe” de tudo que acredita quando escreve? Mas, o Radar pode ter lado, mas não tem dono – só tem dona (risos). Ninguém, vou repetir, ninguém mesmo – pode pensar no nome do político que você quiser – manda no Radar!

Porém, nem em nome de nossas escolhas políticas pessoais, deixamos de abrir espaço para todos os candidatos. Para isso foi criada a seção eleições 2016. Nela, todos os candidatos à Prefeitura de Manaus, no primeiro turno eleitoral, tiveram vez e voz, por vezes falando de propostas ou até descendo o malho no outro. Só não valeu xingar com palavrão, meter a mãe e a mulher no meio da briga eleitoral e publicar pesquisa com uma margem de erro de 10 pontos percentuais porque aí já é demais, né gente?

Processada no domingo, de novo!

Mas qual não é a minha surpresa quando em pleno domingo, lá vem mais um oficial da Justiça Eleitoral bater na porta da minha casa com notificação judicial – será que só podem me processar no plantão judicial, dá um tempo, é domingo! Lembra gente que foram me “caçar” até na manicure, no final de semana, porque estou sendo processada por causa do “cabidezão” de emprego do Melo!

Desta vez, o candidato Marcelo Ramos decidiu representar contra o Radar na Justiça Eleitoral, com pedido de liminar para retirar uma postagem que está lá em “Eleições 2016” que, como já expliquei antes, as matérias dessa seção são de inteira responsabilidade dos candidatos, tanto que no final das matérias está escrito “texto e fotos da assessoria do candidato” e vêm acompanhadas das agendas dos respectivos candidatos – deu pra entender Marcelo, ou quer que eu desenhe!

A juiza eleitoral Caren Aguiar Fernandes – essa pode mandar no Radar, né gente? – pelo jeito entendeu perfeitamente a linha editorial da seção Eleições 2016 porque disse um sonoro nan nan nin nan não – em juridiquês isso significa indeferir o pedido de liminar – para o candidato Marcelo Ramos.

A publicação, motivo da representação, é intitulada “Artur Neto: promessa do meu adversário é uma afronta à inteligência do povo manauara” e trata sobre um possível retorno dos camelôs que, hoje em dia, estão nas chamadas galerias de comércio informal, para as ruas do centro histórico de Manaus.

A postagem traz a assinatura da assessoria do candidato Artur Neto e até mesmo sua agenda do dia seguinte – só falta agora me processarem pela agenda do Artur Neto! A prova incontestável de que esse texto é da assessoria de Artur Neto, é que ele foi publicado em diversos sites e blogs da cidade que, assim como o Radar, se reportam às eleições desse ano. Bom também lembrar ao candidato Marcelo Ramos que, da mesma forma, suas matérias saíram na seção Eleições 2016, com a assinatura de sua assessoria e, em algumas delas, ele faz pesadas críticas ao prefeito Artur Neto.

Porém, o que mais me surpreende – pra não dizer expressão bem pior porque aí lá vai euzinha ser processada por xingar! – é o fato de a representação pedir direito de resposta. Será que não dava pra assessoria de Marcelo Ramos escrever um texto rebatendo as críticas de Artur Neto e enviar para o Radar? Simples assim, Marcelo! O Radar nunca negou Direito de Resposta, no mesmo espaço, na mesma seção, até com a mesma letra.

Repito: só tem censura aqui se meter a mãe e a mulher no meio da confusão e se quiser que eu publique pesquisa eleitoral que dá empate técnico com margem de erro de 10%, que aí nosso Radar fica pirado, girando que nem doido e fazendo um barulho de ensurdecer!

Ah! E já ia esquecendo, o Radar agradece o elogio feitos na representação judicial: “página eletrônica com amplo alcance no Estado” e até mesmo ser processada junto com seu adversário: “representação em desfavor de Artur Neto e Any Margareth Soares Affonso”, afinal pelo menos não estamos mal acompanhados na Maus Caminhos – não dá pra resistir a um trocadilho como esse, né gente?

E, finalmente, – Ufa! Cansei! – pode processar, até esculhambar, porque só quem manda em euzinha aqui são meus leitores que estão dando milhares de acesso por dia ao Radar. (Any Margareth)