‘Recebi ameaça de morte’, diz médica que recusou Ministério da Saúde

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A médica Ludmila Hajjar disse nesta segunda-feira (15) que presidente Jair Bolsonaro afirmou que os ataques sofridos pela cardiologista, cotada para o Ministério da Saúde, “faz parte” de uma imagem política, garantindo que ele também sofre os mesmos ataques.

“Ele [Bolsonaro] disse que faz parte, que ele também sofre”, respondeu ao ser questionada em entrevista à Globonews.

Ludhmila relatou que sofreu ameaças de morte após ter sido cotada para o lugar do general Eduardo Pazuello. “Fiquei assustada, mas não tenho medo”, disse.

Segundo a médica, ela teve o número de celular divulgado em diversos grupos de WhatsApp pelo Brasil, recebendo diversas mensagens ofensivas e ainda tentaram invadir o quarto do hotel em que estava hospedada em Brasília.

Parlamentares criticaram a atitude dos apoiadores de Bolsonaro.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara lamentou que “prevaleceu a política negacionista”. “Mais uma vez, o trabalho do gabinete do ódio foi efetivo em prejudicar a imagem de alguém que seria tão importante para o nosso país neste momento da pandemia”, disse.

Já o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) avaliou que “isso reforça que o problema da Saúde é Bolsonaro” e que “enquanto o país estiver sob seu negacionismo, brasileiros continuarão morrendo aos milhares”.