Rede Calderaro não pagou salários de novembro e nem um centavo do 13°salário, denunciam funcionários

Se fosse euzinha aqui que fizesse uma coisa dessas aqui no Radar, já estaria meio mundo me esculhambando de todo jeito. Colegas jornalistas de A crítica, denunciaram ao Radar que os salário de novembro não foram pagos até hoje, 09 de dezembro, e nem sinal da primeira parcela do 13°. Segundo eles, é assim que colaboradores e jornalistas do Jornal A Crítica vêm trabalhando. A empresa, parte da Rede Calderaro de Comunicação, completou mais um mês sem pagar os funcionários na data certa – como vem acontecendo nos últimos meses – e permanece ilegal, já que o 13°salário, de acordo com as leis trabalhistas, deveria ter sido pago até o dia 30 de novembro deste ano, quando o pagamento é feito em duas parcelas.

Os jornalistas contam que a palavra “crise” é bastante usada nos discursos de diretores da empresa, para justificar os atrasos de salários e do 13°. “Um dos fatores que causa revolta nos corredores da empresa foi a reforma de uma das salas do local para receber o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), no mês passado, e a realização de um super bazar na Arena da Amazônia com mais de 150 lojistas”, argumentam.

Essa é a segunda vez que os funcionários do jornal A Crítica afirmam que a empresa segue burlando a legislação trabalhista sem temer qualquer fiscalização e até mesmo multas não são aplicadas pelos órgãos de controle. Até a quinta-feira, 7 de dezembro, a empresa além de não ter pagado nem o salário do mês que venceu também não informava uma previsão de data para isso acontecer. O medo dos funcionários é passar as festas de fim de ano “no vermelho”, com contas atrasadas e sem poder usufruir do próprio direito de trabalhador previsto em lei.

Dizem os jornalistas: “membro da diretoria sequer explicam a motivação dos atrasos, enquanto os herdeiros esbanjam uma vida de luxo nas redes sociais” – cadê os órgãos de controle que vivem partindo pra cima de outras empresas ou do poder público lá pelas bandas do interior do Estado? Quer dizer que nesses casos comeram abiu é?