Reflexões sobre o mundo em tempos de pandemia são tema de ciclo online

 

Foto: Reprodução/Internet

O Ciclo online ‘Metamorfoses – Pensar o mundo em tempos de pandemia’, realizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, propõe a reflexão do mundo em tempos de pandemia. O evento será realizado a partir do próximo dia 14 e seguirá até o dia 17 e contará com a presença de intelectuais, artistas e ativistas.
Em meio às incertezas de um dos momentos mais graves do mundo contemporâneo, o ciclo reúne o grupo diversificado com a missão de refletir e pensar novos modos de vida e convivência em tempos de pandemia.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc . As vagas são limitadas.
Programação: 
  • Mesa 1 – 14/10 Abertura – 14h – Fim do mundo ou mudança de época?
Em meio à pandemia 2020, que irá ceifar mais de um milhão de vidas até o final de 2020, o mundo passa por profundas transformações nos campos econômico, sanitário, comportamental, cultural e psicossocial.
Luiz Marques – Historiador da Arte, professor da Unicamp, autor do livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”.
Ailton Krenak – Vencedor Prêmio Juca Pato – 2020 como Intelectual do Ano, autor do livro “Ideias para adiar o fim do mundo”.
  • Mesa 2 – 14/10 – 17h – Casa, trabalho, alimentação e lazer: fronteiras diluídas
O espaço da Casa, doméstico por excelência, assume um novo papel no contexto de pandemia: o teletrabalho, os novos hábitos alimentares, o cozinhar em casa, o lazer no ambiente doméstico, as crianças e os jovens.
Mediação/análise: Mário Fernandes – Graduado em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Jundiaí, Mestre em Planejamento e Gestão de Serviços em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi e Gerente do SESC Campo Limpo.
Christiane Gasparini – Especialista em segurança alimentar e nutricional.
Karen Acioly – Articuladora da Cultura da Infância.
  • Mesa 3 – 15/10 – 14h – Além do trabalho: as novas formas de subsistência da vida
A crise no trabalho e as novas formas de produzir e distribuir riquezas, alavancadas pelas evoluções tecnológicas do século XXI, são aceleradas pelo contexto de pandemia.
Mediação/análise: Ladislau Dowbor – Professor Titular de Economia na PUCSP. Autor do livro “O Capitalismo se desloca – novas arquiteturas sociais”.
Julia Pedote Lourenção – Geógrafa, doula e ecoarte educadora, Feira Agroecológica e Cultural de Mulheres no Butantã.
Paulo da Silva Lima “Galo” – Motoboy e liderança do movimento de entregadores de aplicativos.
  • Mesa 4 – 15/10 – 17h – O povo pelo povo, a solidariedade nas comunidades
Novos processos de reorganização comunitária nos territórios. O retorno da prática do Socorro Mútuo, em que os pobres articulam suas próprias redes de solidariedade em contexto de insegurança e desamparo.
Mediação/análise: Mariana Ruocco Nutricionista, Mestranda do Programa de Formação Interdisciplinar em Saúde da USP e Assistente da Gerência de Saúde e Alimentação do SESC SP.
Jera Guarani Liderança Guarani na terra Tenonde Porã, pedagoga formada pela USP e pesquisadora das sementes tradicionais.
Fábio Ivo Aureliano, Líder comunitário, Rede Brasilândia Solidária, foi conselheiro tutelar por 8 anos e articulador de cooperativa de reciclagem.
  • Mesa 5 – 16/10 – 14h – Violência, resistência e outras formas de convivência
A pandemia também se reflete na violência, com o aumento da brutalidade cotidiana, a violência social, as medidas de resistência, a violência doméstica, a agressão às mulheres.
Mediação/análise: Dennis de Oliveira Professor de Jornalismo na USP, coordenador do projeto “Observatórios dos Coletivos Culturais de Periferia”, ativista da Rede Antirracista Quilombação.
Renata Carvalho Atriz, Fundadora do MONART Movimento Nacional de Artistas Trans.
Elizeu Soares Lopes Advogado, especialista em direito constitucional e administrativo, esteve como secretário adjunto da Igualdade Racial, Ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo.
Danylo Amilcar – Integrante da Comissão Especial de Apuração do Massacre de Paraisópolis.
  • Mesa 6 – 16/10 – 17h – Artes: criação, produção e consumo
A pandemia acelerou processos de criação e fruição de experiências estéticas com transmissões ao vivo pela internet, quais foram os impactos na cadeia produtiva das artes?
Mediação/análise: Kelly Adriano de Oliveira Graduada em Ciências Sociais pela USP, Mestra em Antropologia Social pela USP, Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp e Gerente Adjunta da Gerência de Ação Cultural do SESC SP.
Benjamin Taubkin Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, criador do Projeto Viver de Música.
Janaína Leite Atriz, diretora, autora e produtora de teatro
  • Mesa 7 – 17/10 – 14h – Reorganização de pequenas empresas, processos de distribuição e economia de vizinhança
Novos processos de organização produtiva estão surgindo durante a pandemia, a economia de vizinhança alicerçada na economia dos bairros, compras coletivas, processos de venda baseados na confiança
Mediação/análise: Marcos Arruda Economista e educador, membro do Fórum Mudança Climática e Justiça Socioambiental
Roberto Carlos do Nascimento Coordenador do setor de produção do Quilombo Campo Grande/MG, do MST
Giuliana Bastos Jornalista e especialista em café e gastronomia, criadora do Grão Coletivo
Midiã Cláudio Graduada em Artes Visuais, Especialista em Artes, Ecologia e Sustentabilidade, Assistente da Gerência de Sustentabilidade e Cidadania do SESC SP
  • Mesa 8 – 17/10 – 17h – Saúde Pública em tempos de pandemia: da revalorização do SUS ao Comum
O enfrentamento à pandemia no Brasil poderia ser calamitoso, caso o país não fosse dotado de um sistema de atendimento universal à saúde, como o SUS, o que reforça a necessidade do fortalecimento dos Bens Comuns
Mediação/análise: Alana Moraes Antropóloga, pesquisadora no Museu Nacional – UFRJ, pensa as lutas sociais contemporâneas, a partir da perspectiva do Comum
Gastão Wagner Médico sanitarista e professor titular na UNICAMP, referência na Saúde Coletiva no Brasil.
Paulo Amarante Psiquiatra, pioneiro do movimento antimanicomial no Brasil
(*)Informações da assessoria