Reino Unido pode reforçar segurança após ataque a soldado em Londres

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Um comitê de crise, presidido pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, debate nesta quinta-feira (23) um reforço das medidas de segurança depois do assassinato de um soldado em plena rua, em Londres por dois homens, que gritaram frases islamitas.

Depois de retornar de Paris, Cameron presidia a reunião do comitê de emergência Cobra, com o objetivo de “coordenar de modo eficaz a resposta do governo” ao assassinato, segundo o gabinete do premiê.

O comitê tem ainda a ministra do Interior, Theresa May, o prefeito de Londres, Boris Johnson, os diretores dos serviços inteligência interna, o MI5, e externa, MI6, o chefe da Scotland Yard e vários especialistas de segurança.

Cameron disse que muito possivelmente se trata de um “ato terrorista” o assassinato cometido por dois homens que apunhalaram um soldado com roupas civis em uma rua do bairro de Woolwich, no sudeste de Londres, armados com facas de cozinha e um cutelo.

Os dois permaneceram no local do crime e pediram aos pedestres, incluindo crianças, que fotografassem ou filmassem a vítima, que estava no chão.

Uma fonte do governo confirmou que a vítima era membro das forças de segurança britânicas.

O canal ITV exibiu imagens filmadas por uma testemunha de um dos criminosos, segurando uma faca e cm as mãos sujas de sangue. Ele dizia: “Juramos por Alá todo-poderoso que nunca deixaremos de combatê-los”.

“Devemos combatê-los como eles nos combatem. Olho por olho, dente por dente”, disse.

“Peço perdão porque as mulheres tiveram que ser testemunhas disto hoje, mas em nossa terra nossas mulheres devem ver o mesmo”, completou.

“Acreditam que vamos pegar David Cameron quando começarmos a sacar as pistolas? Acreditam que seus políticos vão morrer? Não, será gente normal, como vocês e seus filhos. Tragam seus soldados para casa para que todos vocês possam viver em paz”, disse para a câmera.

Outras testemunhas disseram ter ouvido gritos de “Alá é grande”.

Os criminosos, que não tentaram fugir, segundo as testemunhas, foram feridos pela polícia no local do ataque, detidos e hospitalizados. Um deles estaria em estado grave, segundo a imprensa.

Duas fontes da investigação disseram à agência Reuters que está sendo apurado um possível link nigeriano no caso. Os suspeitos ainda não teriam sido identificados.

Fonte: G1