Repressão ao Crime Organizado do Estado faz busca e apreensão na casa do manifestante que jogou dinheiro de papel em Melo

Rapaz que jogou notas em Melo Solda Capa

Hinaldo de Castro Conceição, 20 anos, rapaz que jogou cédulas de dinheiro impressas em papel no governador do Estado, professor José Melo, teve sua casa ocupada neste sábado (06) por policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil do Estado, em cumprimento a mandado de busca apreensão expedido pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Eliezer Fernandes Junior que enquadrou sua decisão em “medidas  Investigatórias Sobre Organizações Criminosas” – era bom explicar se a “organização criminosa” é a pastoral da juventude da igreja católica, da qual Hinaldo faz parte, ou o “levante Popular da Juventude”, movimento do qual ele também é membro e que foi responsável por ato semelhante de jogar dinheiro de papel no presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, e purpurina no deputado federal Jair Bolsonaro, acusado de homofobia.

Rapaz que jogou notas em Melo faceO próprio Hinaldo contou o que estava acontecendo em sua casa, através do Facebook: desde já gostaria de dizer para meus amigos que estou sem celular. Hj pela manhã fui acordado com a POLICIA CIVIL batendo em minha residência com mandado de busca e apreensão, pelo fato de eu protestar contra Melo. Levaram meu nobook (sic), celular, e celular do meu irmão. PERSEGUIÇÃO…”

Mesmo sem ninguém dizer até agora em que Lei estaria tipificado o crime de Hinaldo, a Justiça sempre tão morosa agiu de pronto para combater tal “crime organizado”. O mesmo acontece com o Departamento de Repressão ao Crime Organizado, que deveria estar investigando os desvios de recursos públicos de políticos desonestos e as facções criminosas, responsáveis por assaltos a bancos, latrocínios, assassinatos, tráfico de drogas e muitos outros crimes de alta periculosidade. Mas, ao invés de conter a onda de violência crescente na cidade – os índices de criminalidade só diminuem nas contas da Secretaria de Segurança do Estado (SSP) –  o DRCO  está mais preocupado em perseguir tamanho “bandido” que parece ter “ferido de morte” o governador do Estado, ao jogar dinheiro de papel.

Não aprende

Mesmo cassado por abuso de poder político, o governador José Melo parece não ter ainda aprendido a lição. Mais uma vez a polícia do Estado é usada para fins indevidos, já que não existe a tipificação de um crime – a não ser que os doutos procuradores do Governo, pagos com o nosso dinheiro, ou os notáveis procuradores da Assembleia Legislativa de Josué Neto já tenham “achado” um crime para enquadrar o manifestante.

O Corregedor da Assembleia, deputado Ricardo Nicolau – aquele que investigou a si próprio e não achou nada no caso do superfaturamento das obras do Edifício Garagem da Assembleia – já conseguiu “descobrir” os crimes que teriam sido cometidos por Hinaldo. Ele disse que abriria investigação através da Corregedoria da Casa e ia pedir abertura de inquérito policial – e pelo jeito pediu mesmo, né gente? – para apurar o crime de “falsificação de moeda”, mesmo as cédulas de dinheiro jogadas no governador tendo sido impressas em preto e branco e estando modificadas com a imagem do governador, e também o crime de “lesão corporal” – deve ter machucado muito, né gente, jogar aquela dinheirama toda falsa. Depois disso tudo dá até vontade gritar: Socorro! Chama a polícia! (Any Margareth)  

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