República Tcheca vai às urnas para definir novo presidente

Os tchecos, tanto nessa sexta e sábado (27), foram às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais e escolherão seu chefe de Estado para os próximos cinco anos.

Dessa escolha, dependerá a orientação futura do país.

Desafiam-se Milos Zeman, que tenta a reeleição, e o professor Jiri Drahos, um novato na política que, em caso de vitória dará uma “virada europeia” em Praga. As pesquisas mostram um cenário cabeça a cabeça.

Os cidadãos decidirão se vão permanecer com o euroceticismo populista orientado para o Leste, representado nos últimos 15 anos pelos presidentes Vaclav Klaus e seu sucessor, Zeman, ou se vão optar por uma proposta de abertura mais ocidental, representada por uma personalidade reconhecida no mundo das ciências.

“Drahos não sabe nada de política. Isso é um serviço que se aprende atuando e eu estou aprendendo há 25 anos”, disse Zeman ontem (25), na abertura de um debate eleitoral televisivo.

Aos 73 anos, eleito em 2013, o atual mandatário tem um postura pró-Rússia e crítica à União Europeia. Se diz um ex-comunista e ex-premier eleito pelos sociais-democratas, é um dos expoentes do cenário político pós-1989 – o fim da União Soviética.

“Zeman representa o passado, a época dos conchavos políticos, do clientelismo. É o símbolo da divisão da sociedade. Quero levar ao Castelo de Praga uma mudança, unir ao invés de dividir. Ocupar-me com os problemas verdadeiros que pesam sobre todos e não apenas na elite”, rebateu Drahos.

Aos 68 anos, o ex-diretor da Academia de Ciências e professor universitário de química e física, se diz um europeísta liberal.

Ao contrário dos referendos sobre a UE e sobre a Otan realizados no país, ele propõe que a República Tcheca seja um “parceiro sólido, digno e elegível como os países do bloco europeu”.

No primeiro turno, Drahos ficou em segundo, mas agora conta com o apoio dos outros quatro derrotados. Além disso, os partidos de centro-direita também declararam apoio a ele. Já Zeman é apoiado pela esquerda, por siglas mais radicais da política local e, sobretudo, pelo movimento populista ANO.

Este último foi o vencedor das eleições parlamentares e Andrej Babis recebeu a missão de tentar formar, pela segunda vez, um governo. Drahos, por sua vez, já anunciou que não pretende encarregar um denunciado para a Justiça como o responsável por formar o governo do país. Com informações da ANSA.