Resoluções de Bolsonaro afetam FGTS (ver vídeo)

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho afirmou, neste sábado (8), que o governo do presidente Jair Bolsonaro editou três resoluções que, segundo ela, afetam diretamente o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a gestão da Caixa Econômica Federal.

A informação foi divulgada através de um vídeo onde a bancária afirma que as resoluções foram definidas nos meses de março, abril e maio deste ano. (vejo o vídeo no final da matéria)

Em março, segundo Maria Fernanda, foi definida a alteração da composição do FGTS, que era formada por 18 membros e agora passa a ser composta por 12 membros.

De acordo com a ex-presidente da Caixa Econômica, para qualquer mudança no regimento interno, eram necessários 16 votos, porém, agora são exigidos apenas 8 votos.

“Isso significa que poderão ser feitas mudanças no regimento sem qualquer interferência ou sem ouvir a voz dos trabalhadores” disse.

Em abril, segundo Maria Fernanda, foi retirada da Caixa Econômica Federal a condição de opinar no Comitê de Investimentos, onde são definidos os investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura.

No mês de maio deste ano, a terceira resolução editada prevê que as proposições feitas pela Caixa Econômica podem ser feitas também por um órgão ou entidade que venha a sucedê-la.

Para Maria Fernanda, o governo pretende retirar a gestão da Caixa Econômica Federal e isso prejudica diretamente o trabalhador.

“A gente está diante de um momento muito grave, porque o patrimônio hoje, da ordem de mais de R$ 500 bilhões de seu ativo podem ser administrados pelos bancos privados. Isso significa que a transparência que hoje existe, fruto do esforço enorme dos empregados e gestões da caixa, isso tudo pode voltar a ter o mesmo quadro que a gente tinha anteriormente, na década de 80” disse.